Nós somos aqueles que estávamos esperando

por SS Gurusangat Kaur Khalsa

“Vocês têm dito por aí que esta é a décima primeira hora, agora você precisa voltar e dizer para todos que esta é a hora.

E existem coisas a serem consideradas…

Onde você vive? O que você faz? Quais são seus relacionamentos? Você está na relação certa? Onde está sua água?

Conheça seu jardim. Está na hora de falar a sua verdade. Crie sua comunidade. Sejam bons uns para com os outros. E não olhem para fora de si na busca de um líder. [Então, ele bateu suas mãos em palmas, sorriu e disse] Este é o um bom momento!

Existe um rio muito caudaloso e rápido correndo. Este é um rio grande e veloz e muitos terão medo de suas águas. Estas pessoas tentarão ficar presas às suas margens. Elas sentirão que, se entrarem em suas águas, irão sofrer e se machucar. Conheça este rio e seu destino. Os anciãos dizem que nós precisamos sair das margens e entrar bem no centro dele. Mantenha seus olhos abertos e suas cabeças acima das águas. E, eu digo, veja quem está no rio ao seu lado e celebre.

Neste momento da história, não devemos levar nada para o lado pessoal, especialmente entre nós. Porque, no momento em que o fizermos, nosso crescimento espiritual e nossa jornada serão interrompidas. Os tempos do lobo solitário acabaram. Juntem-se! Elimine a palavra “dificuldade” de suas atitudes e de seu vocabulário. Tudo que precisamos fazer agora deve ser feito de maneira sagrada e em celebração.

Nós somos aqueles que estávamos esperando”.

Atribuído a um ancião Hopi da Nação Navarro, Arizona.

Wahe Guru, Sat Nam.

Um camelo fez a diferença

por SS Gurusangat Kaur Khalsa

Havia um pai que tinha 17 camelos para deixar de herança aos seus três filhos.

Quando ele faleceu, seus filhos abriram o testamento e viram que ele deixara para o filho mais velho a metade dos 17 camelos; já o filho do meio deveria receber um terço dos 17 camelos, e o filho mais novo receberia um nono dos 17 camelos. Como não era possível dividir 17 camelos pela metade, ou por três, ou muito menos por nove, os filhos começaram a brigar entre si, pois nem um cedia e juntos eles não viam solução para o problema.

Depois de muito briga, eles resolveram se aconselhar com um sábio da vila.

O sábio ouviu pacientemente à história dos jovens e pensou bem na situação. Após considerar toda a questão, ele decidiu pegar um de seus próprios camelos e adicionar aos 17 da herança do pai dos jovens. Com 18 camelos ele, então, recalculou. Segundo a vontade do pai dos jovens, a questão foi assim resolvida:

Metade de 18 camelos, ou seja 9, foi o que o filho mais velho ganhou.

Um terço dos 18 camelos, ou seja 6, foram dados ao filho do meio.

Um nono, ou seja 2, entregues ao filho mais novo.

Somando 9 com 6 e 2 encontramos o número 17, resultando na sobra de um camelo, que o sábio tomou de volta para si.

MORAL DA HISTÓRIA: a atitude de resolver o problema foi encontrada no décimo oitavo camelo, que, neste caso, era o plano de equilíbrio. Na medida em que a pessoa for capaz de encontrar este plano de equilíbrio em seus problemas, a questão estará sempre resolvida. Encontrar este ponto de equilíbrio é difícil muitas vezes. Entretanto, para se alcançar a solução, o primeiro passo é acreditar que ela existe e buscar um ponto de referência onde as oscilações se equilibram. Diante do tamanho do problema que às vezes nos aparece, se pensarmos que a solução não existe, nós jamais seremos capazes de encontrá-la de fato.

 

Wahe Guru, Sat Nam.

Dhan Dhan Guru Ram Das, jine sirié tiné savariá

Guru Ram Das abençoe a todos deste mundo com paz e segurança.

Belo Horizonte, 22 de outubro de 2013.

Ressurgir

tradução de SS Gurusangat Kaur Khalsa

“Quando sua psique individual quer se elevar, quer ressurgir, então todas as psiques humanas se apresentam para te apoiar. Aliás, não apenas a psique humana, mas a do Universo inteiro.

Esta é a maneira pela qual a palavra pessoal torna-se a palavra da cura. Aquela concentração, apenas o suficiente para que você concentre-se em si próprio: eu estou curado. Eu não tenho medo. Eu não tenho passado. O amanhã se apresentará radiante. Deus e eu somos um: Ang Sang Wa-He Guru. Sat Nam: Verdadeira é minha identidade, minha realidade é verdadeira”. Deg, Teg, Fateh: meu poder para defender e meu poder para alimentar as pessoas será sempre minha vitória.

Estes sons são poderosos. Quando sua permutação e combinação acontecem, o ser humano se exalta. Quando você está elevado ou quando você ressurge, um vácuo é criado. A lei do vácuo dita que não haverá vazio, pois o vácuo, em si mesmo, atraí a fim de ser preenchido. Por isso, a psique inteira do Universo te penetra para te elevar.

Existe a Lei da Essência Interna. Esta lei diz que existe um núcleo interno que comanda o universo. Este núcleo provê você de todos os trabalhos que você deve fazer e todos que você não deve fazer. Este núcleo interno é muito poderoso. Ele é como um cristal magnético cuja corrente contém a essência de todas as essências do universo. Sua magnitude é extremamente forte e sutil e é chamada de ‘Desconhecido’. No mistério das religiões, o chamamos de ‘Deus’. Por isso, a coisa mais importante nesta vida não é “eu”, porque isso seria puro egoísmo. A coisa mais importante na vida tampouco é “nós”, porque “nós” é transitório. A coisa mais importante é “vós”. Você se eleva, ressurge e cria um vácuo. Como nenhum vácuo pode existir por lei, quando então você se eleva acima de tudo – eu, nós – e alcança o Desconhecido “Vós”, você será preenchido por tudo.

Por isso dizemos: Não aja. Não reaja. Ressurja. Se você ressurgir, então tudo te será dado”.

(Yogi Bhajan em “Laws of Life”, Santa Cruz: KRI Publishing; p. 114-115)

Wahe Guru, Sat Nam.

 

Belo Horizonte, 9 de outubro de 2013.

O valor de uma sangat

por Hari Shabad Kaur

Nós, que escolhemos trilhar um caminho espiritual, já escutamos mais de uma centena de vezes como essa existência é passageira. Não só em seu aspecto material, mas em relação a sentimentos e sensações derivados da matéria, como, por exemplo, apego, dor, prazer, ou mesmo, vida e morte. Portanto, estamos, de algum modo, consciente da impermanência de todas as coisas.

Qual, então, seria o propósito da vida? Sem querer soar como se estivesse me referindo a Heidegger ou à filosofia existencialista, estou interessada em outro tipo de pergunta. Quero dizer: sendo tudo tão passageiro e tendo consciência disso, a que atribuímos valor? Qual o sentido que atribuímos a estar vivo, a acordar mais um dia e seguir em frente? A que recorremos para fazer sentido?

Estamos diante das coisas como uma criança que faz pirraça em público por um motivo qualquer, irrelevante. Ao invés de colocarmos nossa presença diante das coisas e do mundo, esse tipo de presença búdica que dignifica e qualifica — e, portanto, eleva –, estamos diante do outro como um displicente que entrou na casa de um rei e se esqueceu de deixar os sapatos na porta de entrada, ou como alguém fora de si, tão completamente imerso em seu próprio ego, que, diante de um professor, esqueceu-se de deixar o ego do lado de fora.

Não sei se foi Guru Sangat ou se foi o próprio Yogiji — na verdade, essa sutileza de origem não importa, pois são ambos nossos professores — quem nos disse que estamos constantemente presenteando o outro com o odor da nossa caca mental. Escatologias à parte, é interessante notar como temos pudor do odor de nossas axilas ou pés, ou qualquer outro atributo orgânico, mas não nos envergonhamos de nos apresentamos sujos e indignos diante do outro. (Importante notar como estamos apegados ao nosso próprio lixo. Constantemente apegados — poderia dizer enfezados se quisesse usar um trocadilhos –, apesar da inconstância de todo o que existe).

Que fique claro, o problema não é estar sujo, ou completamente imerso no ego. A questão é o quão comprometido você está com seu caminho espiritual. Quão você está consciente do — e presente no — seu compromisso a ponto de dignificar a todos (e não vacilar nos hábitos do ego de degradar ou desqualificar: o outro, as circunstâncias et cetera)

Mesmo sabendo das impermanência de todas as coisas, tendemos a dar valor a situações, objetos ou afetos que não nos dignifica, enquanto esquecemos de exaltar — e, portanto, elevar — os atributos daqueles que estão por perto com o propósito de colaborar para nosso crescimento espiritual. Pensaria, a princípio, como nos lembramos de dar valor a entes queridos, em especial, aqueles que respondem por nossa linhagem, apenas quando estes já não estão mais presentes. Quando estes já passaram por mais uma etapa de vida e morte. Se pensarmos então em nossos professores, essa displicência em relação a um tônus da presença se torna ainda mais problemática.

Escrevo para compartilhar o sentimento que sinto há pouco mais de um mês quando penso, medito e sinto o valor de uma sangat — estando longe dela, é preciso dizer. Como uma família, tendemos a dar mais atenção (e alimentar) a caca parental do que o poder criativo de uma mãe ou a solidariedade amorosa de um irmão. Despendemos mais energia gerando mais intrigas mentais para servir de playground para nosso ego do que respirando fundo, abençoando nossa própria ignorância e deixando para lá nossas neuroses, em busca de uma luz, esta mesma luz encarnada em ensinamentos conduzidos por um professor, ou um Gu-Ru, este capaz de nos conduzir da escuridão para a luz. Como numa família, precisamos aprender a dignificar e exaltar aqueles que nos rodeiam e nos sustentam, aqueles que nos instigam a sermos sempre o melhor de nós mesmos. Não precisamos idolatrar ninguém oferecendo “em sacrifício” a nossa própria caca. Talvez pudesse ser mais interessante elevarmos tudo à condição de professor, desde circustâncias adversas à própria caca. Mas, antes de mais nada, tomarmos efetiva consciência do ser búdico de tudo que existe, da qualidade “professor” de tudo aquilo que chega até nós. E como verdadeiros sikhs, ou seekers, estarmos abertos para a mudança. Pois como já disse Siddharta Buddha, não há aprendizado sem mudança.

Não gostaria de viver a vida de um morcego e atribuir demasiado sentido à escuridão, apesar de saber que a escuridão também é Buddha. Mas se estou aqui para preencher o espaço e o tempo de uma vida humana, bem…

Se tudo é tão impermanente, talvez o sentido a ser atribuido seria tornar essa vida tão digna e tão cheia de luz que se não serveria para parar, pelo menos diminuiria esse ciclo constante de morte e vida — para que, quem sabe um dia, estejamos libertos deste fardo de encarnar. E podermos, então, voltarmos a habitar a nossa origem, infinita.

Maya

por SS Gurusangat Kaur Khalsa (tradução e adaptação)

“Existe sempre uma luta entre a realidade e a não realidade.  Por que? Por que existe esta luta? Por que o divórcio? Por que as pessoas brigam? Por que as pessoas são infelizes?

Você sabe por quê?

Existe uma resposta, e ela é simples: nós pensamos que a terra é permanente.

Se pudéssemos aceitar a terra como temporária, então nós teríamos que aceitar qualquer coisa que fazemos aqui. Nosso comportamento se tornaria absolutamente decente. Mas, nós não aceitamos isto. Quando definimos maya pelo dinheiro, roupas finas ou joias, ou mesmo um bom carro, estamos muito enganados.

Vocês não entendem a palavra mayaMaya significa uma forma de pensar e viver, na qual você quer atribuir e construir sua força total de vida, sua vida prânica, para obter sucesso nesta terra através de jogos e intrigas. Maya é bem melhor definido quando você quer que sua estada temporária na terra torne-se permanente, e sua estada permanente em Deus torna-se temporária. Isto é maya.

O que eu estou tentando dizer para vocês refere-se a uma lei simples nesta terra. Aqueles que caminharem em direção ao sol, deixarão suas sombras para trás; aqueles que caminharem para criar as sombras nunca verão a luz do sol”.

Extraído do livro “Teachings of Yogi Bhajan — Laws of Life”, editado por Hargopal Kaur Khalsa, p. 105-106.

Wahe Guru, Sat Nam.

Belo Horizonte, 1 de outubro de 2013.

Eu sou uma professora de Kundalini Yoga

por Suraj Prakash Kaur

“Eu não sou uma mulher.
Eu não sou um homem.
Eu não sou uma pessoa.
Eu não sou eu mesmo.
Eu sou um professor”*.

Eu sou uma professora de Kundalini Yoga!

Quando fui na primeira aula de Kundalini Yoga, há dois anos, minha única intenção era a de retribuir a gentileza da pessoa que me convidou. Eu já tinha até um roteiro definido: faria a aula, agradeceria e, no final, diria que não iria ficar. Afinal, experiências anteriores tinham me levado a acreditar que “esse negócio de yoga não é mesmo para mim”. 

Tudo começou quando um dia eu acordei com uma forte inspiração de que deveria praticar yoga. Como eu não tinha nenhuma referência e nenhum conhecimento sobre o assunto, mandei um e-mail para várias pessoas amigas pedindo indicação de alguma aula perto da minha casa. E apenas duas pessoas me responderam.

A primeira resposta veio logo depois da minha mensagem para o grupo, e, na mesma semana, lá estava eu em uma aula experimental (de um outro tipo de yoga), que foi um desastre. Eu entrei e saí completamente perdida e sem conexão alguma com a prática. Eu pensei que havia compreendido mal a minha inspiração para praticar yoga e desisti, pois achei que se aquilo era uma aula de yoga, então, “esse negócio de yoga não é mesmo para mim”.

Só que eu não sabia que os Gurus não desistiram de mim! 

E assim, alguns meses depois, veio a segunda resposta ao meu e-mail para o grupo, dessa vez na forma de um telefonema super-carinhoso me convidando para uma aula experimental de Kundalini Yoga. Era para formar uma turma. E na mesma semana lá estava eu na aula experimental, só que, desta vez, com a única intenção de retribuir a gentileza da pessoa que me convidou e não voltar nunca mais. Vocês lembram?

Eu até confesso que, por uns instantes, estranhei um pouco esse meu movimento do tipo “eu vim para dizer que não venho”, mas o impulso para ir era tamanho que eu me desliguei de buscar alguma lógica na história e fui assim mesmo. Bem… Para começar a série de surpresas, quando eu entrei na sala, a música que estava tocando era exatamente a mesma que eu ouvia repetidamente no meu carro há vários meses. Eu nem sabia que era um mantra… Apenas ouvia, porque achava a música linda e ficava profundamente mexida com ela. Era como se o som vibrasse em mim e me levasse para muito além. E, no caminho para essa primeira aula, mais uma vez eu ouvi esse mantra, do momento em que entrei no carro até a hora que estacionei e saltei.

Era o Adi Mantra que eu ouvia, na voz da Snatam, já me conectando à Corrente Dourada sem eu saber.

A outra surpresa foi com a professora: linda, doce e de uma amorosidade que me cativou no primeiro instante. Foi muito fácil ceder às resistências iniciais e deixar a aula fluir na suavidade dos comandos que ela me passava; eu achei tudo maravilhoso! E quando a aula acabou e ela me perguntou se eu iria continuar, eu só demorei para responder “É CLARO QUE SIM!” porque primeiro precisava parar de chorar de emoção.

Foi assim que eu cheguei no Kundalini Yoga e a emoção que eu senti nessa primeira aula até hoje se repete nas minhas práticas. Até hoje eu choro em silêncio nas sadhanas, eu choro quando conduzo uma Sadhana Aquariana, eu choro nas aulas que participo como aluna, eu choro nos cursos de formação, e, para minha surpresa, um choro ainda mais alegre e carregado de emoções maravilhosas surgiu no momento em que eu comecei a dar aulas. 

Hoje eu entendo de onde vem o imenso amor que recebo de todos os professores que conheci nessa prática porque eu também fui abençoada com esse amor quando me tornei, efetivamente, uma professora de Kundalini Yoga. Eu entendo a bênção e a alegria que é estar à serviço dos nossos alunos, seguindo o legado que Yogi Bhajan nos deixou. Porque é nestes momentos que eu consigo estar absolutamente entregue à minha verdadeira identidade.

Eu sou uma professora de Kundalini Yoga! Hoje eu tenho a certeza de ser este o caminho que a minha alma escolheu para crescer e se expressar, porque eu tenho a certeza de ser este o meu propósito de vida.

Sat Nam!

Com amor e com muita gratidão e reverência às minhas alunas e a todos que me conduzem nesse caminho,

Brasília, 7 de outubro de 2013.

The perfect lady

por SS Gurusangat Kaur Khalsa

Hoje eu encontrei “The perfect lady”!

Ela estava vestida de modo simples, mas muito elegante. Nada que qualquer uma de nós não pudesse realmente estar usando, mas, nela tudo parecia diferente.

Suas calças brancas eram de puro linho, as quais se moviam com pequenas  ondulações peroladas quando ela caminhava. Ela usava um blusa que lhe cobria os quadris, de uma tecelagem requintada, com uma estamparia suave em tons de verde e pérola, com sutis pontuações acobreadas.

Nela tudo parecia perfeito. Usava também um colar rente ao pescoço que contrastava em subtons com seu turbante. Sim, ela usava turbante!

Seu turbante era de um verde azulado como as águas das Maldivas e, por isso, concluí que seu colar era de água marinha. Eram bolas grandes que se integravam, sem exagero, ao belo turbante que portava.

Finalmente, meus olhos desceram discretamente aos seus pés e vi que usava um esmalte vermelho escarlate em dedos finos e delicados. Suas sandálias eram despojadas e finas.

Estávamos numa livraria e nos encontramos lado a lado na fila do caixa.

Talvez por sentir que eu a observava, ela se virou e me olhou nos olhos e, sem me invadir, abriu um sorriso sincero que me pegou de surpresa. Era como se ela tivesse dito mil palavras que cobrem o outro de esperança, tudo isso em um único sorriso.

Ela não era pretensiosa, ou afetada, muito menos metida. Ao contrário, ela era elegante, exibia uma altivez que lhe dava estatura e presença. Mas, devo dizer que, o que mais me chamou naquela mulher que encontrei hoje a tarde na livraria do shopping foi me sentir reconhecida e ver que entre ela e eu não existia distância.

Naquele pequeno hiato entre uma coisa e outra, houve uma troca silenciosa de nossas sensibilidade e humanidade.

Aquela mulher perfeita, de turbante cor das Maldivas, comprando dois livros sobre “a vida das famílias dos animais”, apareceu para me mostrar a força da presença da beleza de uma mulher que desfruta da regalia de viver perfeitamente em si mesma.

Wahe Guru, Sat Nam.

Belo Horizonte, 3 de setembro de 2013.