[GSK] Criando tapas e gerando limpeza para gerações futuras

Aula ministrada pela professora Gurusangat Kaur Khalsa em 14 de agosto de 2015.

Hoje eu preparei um clássico para fazermos a aula: uma aula para os rins. Uma aula que vocês já fizeram inúmeras vezes; eu não sei se com a mesma consciência com que farão hoje, que é inseri-la no contexto em que trabalhamos.

Existem no Kundalini Yoga dois tipos de limpezas importantes. Um é a limpeza de karma. Nós não somos agentes de limpezas de karma, não é isso. Um dos serviços que o Kundalini Yoga mais presta é que através desse mecanismo, nós podemos fazer o que Guru Nanak diz com o Salok no Japji: limpar gerações para trás e preparar gerações para frente. Quando Guru Nanak diz que a gente vai limpar sete gerações para trás e promover a limpeza de sete para frente, como vocês acham, no corpo da gente, que a gente faz isso? Aliás, onde no nosso corpo nós vamos limpar?

Aluno: O material genético?

GSK: Isso! É o material genético aquilo que a gente realmente pode limpar, e a força desse mecanismo de limpeza acontece através de um tipo muito particular de calor chamado “tapas“. Esse tipo de calor consegue fazer uma limpeza de impressões psíquicas no nosso material genético. Quando Yogi Bhajan disse isso nos anos 1960, ninguém acreditava que ele estava falando uma coisa que pudesse ser possível. Hoje a gente sabe que isso é possível. E por que a gente limpa gerações para frente?

Vocês estão alcançando com essa limpeza genética a psique daqueles que vieram há sete gerações carregando essa… essa “inconha” [risos], esse núcleo. Como vocês limpam sete gerações para frente? Tem duas maneiras de limpar, uma é óbvia. Qual é a óbvia?

Turma: Material genético.

GSK: Isso! Como? Para sermos precisos, a resposta correta é: através daqueles de nós que colocarmos no mundo novas gerações – aqueles de nós que tiverem filhos. O primeiro mecanismo é esse então: se você limparem o material genético de vocês, vocês não passarão adiante as impressões psíquicas das gerações anteriores. Se vocês limparem o de vocês e fizerem essa limpeza bem feita, vocês vão tirar do campo projecional de vocês essas impressões psíquicas. E consequentemente, vocês, ao morrerem, deixarão um legado para as futuras gerações de que, nas suas moléculas, vocês não têm mais aquela “inconha”. Vocês não têm mais aquela marca genética. No dia em que as suas moléculas forem recicladas num novo ser, aquele novo ser será gerado com aquela nova informação. Vocês entenderam?

Guru Nanak só fala isso: limpa sete gerações para trás e sete para frente. Por que isso tem tudo a ver com a aula de hoje? A aula para os rins trabalha nesse primeiro mecanismo, ela gera tapas. E o segundo mecanismo que o Kundalini Yoga tem é trabalhar dentro do circuito chamado “adeno-hipofisário”. Onde está o adeno?

Turma: Nas glândulas supra-renais.

GSK: E onde está o hipofisário? Está por aqui [Gurusangat aponta para a região central do crânio]. Esse circuito adeno-hipofisário é um circuito muito requintado que nós adquirimos maestria de usar em situações de estresse. Nós acionamos esse circuito, e quando estamos em situações de risco ele nos faz enfrentar ou correr. Esse mecanismo é muito bom. Ele já foi condicionado, mas se nós usarmos o mesmo eixo não para enfrentar nem para fugir, mas para processar os eventos traumáticos ou medo ou o que for, nós vamos gerar um tipo de informação muito importante que é: essa memória vai ser processada, nós vamos registrá-la no córtex, ela não terá mais qualquer tipo de influência na minha vida. Então a aula de hoje, além de gerar tapas, vai gerar um trabalho no eixo adeno-hipofisário para vocês pegarem qualquer memória de trauma e registrá-la no córtex, onde ela não terá mais efeito traumático nenhum. Essa é a importância da aula de hoje. É uma aula antiga, clássica, e vocês já a fizeram dezenas de vezes, mas não com essa consciência.

Na medida em que tapas é gerado é gerado também um incomodo, porque é gerado um esforço, vocês vão por favor manter o esforço e o incomodo. Não desistam!

Aula: Série de exercícios para os Rins (Manual do Professor, páginas 29-30)

GSK: Vocês fizeram uma aula magnífica. Se vocês compreenderem o princípio básico no Kundalini Yoga, que a gente falou hoje: tudo o que queremos é funcionar no cérebro mais evoluído, que é o córtex. Nós queremos sair do drama. Se vocês entenderam que cada kryia, cada meditação do Kundalini Yoga serve a esse propósito, vocês poderão qualificar as aulas de uma maneira muito especial. Por que a gente quer sair do drama? Porque se vocês pensarem com frieza (isso é um modo antigo de dizer), porque se vocês pensarem de um modo neutro, vocês vão entender a vida a partir de outro ângulo. Nós estamos realmente de passagem. Considerem essa possibilidade. Isso é uma passagem.

Nessa passagem que estamos fazendo, nós viemos para cumprir um propósito. O propósito de vocês que estão sentados aqui é algo muito nobre, não precisa ser algo grande que vai aparecer na televisão. É algo muito nobre: ou você vieram para lutar por uma causa, ou vocês vieram para construir uma nova realidade, ou vocês vieram para fazer o trabalho que vocês fazem de modo íntegro para gerar a informação de que existe integridade no trabalho, ou vocês vieram para servir a alguém. Vocês têm um propósito. A história é que quando você se lembra que você vai morrer, fica muito secundário o fato de você ter prazer. Vocês estão sabendo de que prazer estou falando, não é? Aquele de que está tudo bem e vocês estão felizes da vida [modo irônico]. Torna-se muito mais importante vocês descobrirem o prazer de servir ao outro. E o serviço é sempre duro, mas o prazer que vem do serviço tem outra qualidade. Ele vem da gratidão do outro. Quanto nós estivermos preocupados, querendo tirar férias, lembre-se bem do Yogi Bhajan dizendo: “Férias, que férias? Deixe para tirar férias quando você morrer”. A gente pode fazer isso no sentido figurado. Yogi Bhajan não disse isso no sentido figurado, ele era totalmente literal e era contra férias. Mas a gente pode fazer isso e dizer pra si mesmo: “Por que estou cansando? Estou cansado? Descanso e continuo porque existe algo muito maior do que eu, existe algo além de mim”. Vocês entendem isso?

Isso é a Era da Aquário – eu sei que já está dando saudades da Era de Peixes em alguns de vocês [risos]. Essa é a Era de Aquário! A gente ainda não está totalmente preparado para viver nela. Porque a gente passou grande parte do tempo da nossa psique na Era de Peixes, quando quem tinha dinheiro contratava pra fazer. Basta ver os prédios construídos com quarto de empregada. Na Era de Aquário, nós somos aqueles que fazemos. E estamos aqui juntos para nos preparar.

A vida pessoal tem um limite na sua importância quando você se coloca na perspectiva cósmica – que é a perspectiva que a gente deveria se colocar. Nós estamos fazendo um grande bem para as futuras gerações. Isso é um saponáceo impressionante. A gente precisa não deixar que o tempo dissolva o nosso propósito – especialmente quando a gente sente que existe uma demora. E em nosso caso, com a Escola Miri Piri, olha há quanto tempo estamos num propósito! E muitos de vocês estão desistindo no meio do caminho.

A gente tem que ter um propósito coletivo – isso é aquariano. Esse propósito coletivo está cuidando de geração para frente, muito além de nossas famílias. Se vocês compreenderam o princípio do sacrifício – não é o sacrifício judaico-cristão, de se negar. Pelo contrário, é o de você se oferecer para servir o outro.

Quem aqui entre vocês tem problema em casa com a mulher ou o marido, levante a mão por favor? Quem aqui entre vocês tem problemas de dinheiro? Quem é de vocês que está infeliz porque estamos no meio de uma enxurrada caminhando para o esgoto do ponto de vista social e político?

Nós estamos todos infelizes, mas nem por isso a gente deixa de sorrir e de servir. A gente não pode esperar estar feliz para só então podermos fazer alguma coisa. Porque esse estado é artificial. A gente não pode esperar querer estar livre para poder servir porque não existe essa tal liberdade. Só existe a liberdade de escolher.

É este tipo de processamento lógico que essa aula de hoje dá. Eu sei que vocês estão se perguntando: “Até que ponto a gente sustenta a inconha?” Essa é uma boa pergunta. E a resposta é simples: se o processo não te dignifica mais, você não tem que sustentar. O parâmetro é a dignidade e não a covardia. Vocês entendem a diferença? Porque se vocês fogem antes… Vocês precisam saber de forma neutra se o processo ainda te dignifica, se não dignifica, adios! Mas você precisa dar uma chance. Às vezes quando a gente serve a partir de outra perspectiva, ela passa a dignificar. Às vezes a gente serve numa situação indigna, mas a gente serve com pureza, fazendo o propósito, e a coisa só vai dignificar na hora da morte.

É nesse espírito que eu gostaria de convocar vocês para entrarmos na sadhana da prosperidade que começamos na quarta-feira. A prosperidade assenta-se na vida daqueles que não têm dúvida de que estão a serviço. Nunca o dinheiro vai parar de entrar se o dinheiro não for seu, entende? Se você tiver a ideia de que “o dinheiro é meu”, ele não entra. Não entra! O dinheiro está a serviço. Tem que estar a serviço para poder entrar. Vocês precisam acreditar nisso para vocês ficarem prósperos.

Eu só estou falando assim para que vocês se sintam apoiados, vocês não estão sozinhos na dor de vocês.

Uma última coisa que eu gostaria de dizer para vocês hoje é: nas suas relações pessoais e familiares, mantenham-se eretos, firmes, e não se curvem diante do melodrama e das chantagens do outro. Isso é muito importante. Quando o outro vê que vocês permanecem em vocês quando melodramas e chantagens estão acontecendo, eles desenvolvem a médio prazo um grande respeito por vocês. Isso é uma conquista que vem quando vocês não se curvam para melodramas e chantagens. Vocês precisam permanecer vocês: doces, confiantes, amorosos, com a mão estendida, mas permanecer vocês. Não se curvem e mantenham a sua graça preservada. Lembrem disso com seus filhos e nas suas relações ao seu entorno.

May the long time sun shine upon you all love surround you and the pure light within you guide your way on.

 

[Transcrição: Hari Shabad Kaur Khalsa]

 

Aniversário do Yogi Bhajan

Sat Nam querida Sangat!

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O Sikh Dharma Internacional está transmitindo as meditações matinais nesses 11 dias de celebração do aniversário do Yogi Bhajan.

Na próxima quarta, dia 26, estaremos reunidos em Sangat, em diversos centros de Kundalini Yoga de Belo Horizonte, Brasilia e Uberlândia para entoarmos o Long Ek Ong Kar, por duas horas e meia, entre as 5h e 7h30 da manhã.

Do centro-mãe, o Guru Ram Das (a sede da Abaky no São Bento), participaremos dessa sadhana global com transmissão ao vivo pelo Live Stream.

Venha meditar conosco.

Para acompanhar a transmissão, logue no aplicativo, através do site ou do celular, e medite conosco através do link www.livestream.com/sikhdharma/BrazilSangat.

Seminário com Sardani Guru Amrit Kaur Khalsa

Sat Nam!

Em sua visita ao Brasil, Siri Sikhdar Sahiba Sardani Guru Amrit Kaur Khalsa compartilhará pela primeira vez em público os 21 tipos de psique femininas, uma sistematização legada a ela diretamente pelo Siri Singh Sahib Yogi Bhajan.

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O Seminário “Como ser mulher no mundo atual” acontece no dia 10 de setembro, quinta-feira, às 19h30, na sede da Abaky.

Valores: R$ 85
R$ 70 (associado ABAKY)

Inscrições: pessoalmente na ABAKY, ou através de depósito bancário (necessário enviar comprovante de pagamento, nome completo, e-mail e número de telefone para efetivar o cadastro).
Santander 033 // ag 3477 // c/c 130 005 57-6
cnpj 07.129.055/0001-45

ABAKY
Rua Ivon Magalhães Pinto, 511 – São Bento
(31) 3297-5508
secretaria@abaky.org.br

SSS GURU AMRIT KAUR KHALSA
Desde 1974 atua nas ONGs estabelecidas pelo Yogi Bhajan, incluindo 3HO, KRI e SDI. Atuou por 20 anos como secretária geral do Sikh Dharma International. Desde 2004, após a morte do Yogi Bhajan, é líder espiritual do Sikh Dharma International

[GSK] Choque de realidade

Aula ministrada pela professora Gurusangat em 07 de agosto de 2015.

Vamos trazer as mãos em prana mudra, assentem-se de maneira elevada, expandida, com a coluna ereta e o peito aberto, queixo em ligeira jalandabhanda. Assuma sua identidade e postura yogica, e deiea fluir a partir dessa certeza.

(Entoam-se os mantras de abertura).

Sat Nam,

Vamos iniciar com um pequeno aquecimento para a coluna.

Em seguida passamos para o Kriya para elevação (Manual do professor página 17).

GSK: Yogi Bhajan gostava de dizer que por mais de dois mil anos nós temos sido enganados, porque há mais de dois mil anos tem sido dito para nós que alguém virá nos salvar. Nós estamos esperando um salvador. Ai fomos capturados nessa grande pegadinha; por que se alguém vem para nos salvar, nossa psique se acostumou com a ideia de termos um tutor, um Salvador daqui-Dalí, para tirar a gente da enrascada que nós nos colocamos. Aí ele fala assim: “Desculpa, mas ninguém vem para te salvar, você tem que se salvar! É você mesmo que precisa fazer isso!”. Essa chave cultural que nós temos – que é religiosa, mas que se tornou tão forte a ponto de virar um traço cultural, essa ideia de que alguém vem para nos salvar – por mais que você seja ateu, ou outra coisa qualquer, ou sikh ou budista ou xamanista, católico ou o que for, por mais que você não acredite nisso intelectualmente, quando se torna um traço cultural, passa a não depender do seu intelecto: você absorve aquilo e aquilo vira parte de você. Isso na nossa cultura é muito forte. Talvez por que na nossa cultura nós estejamos muito mais ligados ao que foi a tradição do barroco católico mineiro do que nós gostaríamos. Então isso, em nossa cultura, é muito forte: a ideia de termos um tutor, nós vivemos sob tutela e queremos ser tutelados. No Kundalini Yoga, que é uma tradição que vem do Dharma – em qualquer Dharma não existe a ideia de tutela. Você entrou aqui por que você quis; por que você concordou em entrar, você tinha um acordo e você concordou com aquele acordo, você veio e você vai aprender na conjunção da linha do espaço e do tempo. Essa é a regra desse plano – existe uma convergência de espaço e de tempo, em que você concordou, então agregue naquela convergência de espaço e de tempo a sua vontade, você. Então tudo que nós fazemos nessa vida é fazermos o que bem entendemos, a gente faz o que a gente pensa que a gente deveria fazer, nesse espaço e nesse tempo. Mas quando a gente entra nessa cunha de espaço e tempo, a gente sabe que existe uma vontade que é a nossa, e a vontade da nossa encarnação, que é o nosso contrato de alma – e é por ele que a gente está aqui, e a gente sabe que a gente se esqueceria dele. É um negócio bem ferrado!

(Alunos riem.)

GSK: Como a gente tem uma vontade, a gente tem um compromisso e quando a gente entra nessa cunha de espaço e de tempo a gente sabe que vai se esquecer dele. E aí então a gente penetra nesse mundo e vamos ter que ajustar nossa vontade – que a gente se torna consciente dela – com a vontade que a gente resolveu chamar de “vontade de Deus”, que na verdade nada mais é que a nossa própria vontade antes de nascermos. Mas como ajustar essas duas coisas é um negócio é muito difícil, é mais conveniente a gente esperar pelo salvador. Por que o salvador viria e diria: “não, vem cá, vou te mostrar, não é por aqui não, é por ali, e eu vou te levar lá…”. E isso não existe. Ninguém vai fazer isso por nós. No Kundalini Yoga, a gente faz isso na medida em que compreende duas coisas: a primeira é que não é errado ter desejo, de forma nenhuma, o desejo é uma coisa importantíssima. Por que os desejos são o que para a alma? O combustível. O desejo é um combustível, é um prana importantíssimo. O negócio é que os nossos desejos não deveriam ser atendidos para servir apenas ao nosso narcisismo. Essa é a história. O nosso desejo deveria ser combustível para que ao ser realizado, a gente se realize junto com muitos outros. Essa é a distinção. Quando você é capaz de nessa cunha de espaço e de tempo sentir o seu desejo, e dar vazão ao seu desejo, realizar o seu desejo de modo que não só você seja atendido, você está atendendo a vontade da sua alma, a vontade de Deus, a vontade do desconhecido. Então é fácil! A dificuldade vem justamente pelo segundo elemento – uma força interna, uma força prânica, que reverbera na linha do arco, que serve para podermos ter força de vontade e discernimento. Por que o conhecimento a gente tem, o negócio é no momento em que a gente é colocado para sentir o desejo, a gente optar ou não por aquilo que responde ao nosso narcisismo. Então a meditação é para gente aumentar essa linha do arco. E essas são as razões pelas quais a gente vê toda hora pessoas que tem todo o conhecimento, toda a beleza, toda a radiância, fraquejarem e se entregarem a uma caminhada narcísica. A nossa jornada na linha do tempo e do espaço que atende só a nós é paupérrima! Ela não traz mudança!

Essa tomada de consciência que causa um choque. Como é que é?

Hari Shabad Kaur Khalsa: A tomada de consciência causa um grande choque.

GSK: A tomada de consciência causa um grande choque. Mas acho que vocês ainda não entenderam.

 A turma ri.

GSK: Essa cunha, essa vida que apenas é vivida para trazer prazer para gente, ela já era! Mas a gente toda hora cai e tem recaídas. Então o que a gente precisa é de uma forte radiância na linha do arco. Porque é essa linha do arco (no entorno da cabeça) que faz a gente discernir o que é correto para mim e o que é correto para minha alma. A linha do arco aqui de baixo, que as mulheres têm (que vai de mamilo a mamilo), é a linha do arco que vai ajudar as mulheres a saberem a quem o coração delas vai se entregar – que tipo de conexão amorosa eu farei?; que escolhas que eu faço, afetivas, que vão dar força ao meu propósito de alma? Afinal, uma história é discernir e a outra é como você se entrega, com quem você cria parcerias. A mulher tem essa outra linha do arco justamente para escolher quem serão seus parceiros, a quem ela vai dar o seu coração. Então vamos meditar.

 Meditação para auto-benção e orientação através da intuição. (Manual do professor página 115).

 GSK: Essa é uma meditação para nos autoabençoarmos e nos orientarmos pela nossa inteligência intuitiva.

Nós estamos precisando discernir e aplicar nossa inteligência porque as circunstâncias estão muito caóticas, então essa meditação ajuda a manter um alinhamento e uma tranquilidade.

É crucial para vocês nesses tempos difíceis – e tempos difíceis são maravilhosos, porque são eles que nos mostram o quão diferenciado nós estamos e o quão a gente pode realmente fazer algo espetacular nos tempos difíceis. Mas é um teste.

Há um caso que eu estou orientando no momento. É uma pessoa casada que se apaixona doidamente. O casamento depois de algum tempo – e quem é casado há algum tempo sabe – o casamento muda demais o tipo de envolvimento, não é a mesma coisa. E o Yogi Bhajan fala: “amor que encolhe não é amor, é paixão. O amor sustenta o insustentável”. Então chega num determinado momento em que o casamento muda de qualidade, a relação muda, a relação sexual muda, tudo muda. E aí essa pessoa continuou buscando, ela continuou buscando o quê?

Alunos: Paixão.

GSK: O desejo dela está ainda servindo apenas ao prazer narcisista dela. Ela se apaixonou por outra! E então abandona tudo. Mas quanto tempo isso iria durar? Vocês estão achando que isso é uma coisa pequena, parece ridículo ao ser contado e visto por essa ótica, mas esse tipo de coisa é característica dos tempos atuais. Precisamos selecionar as nossas relações, usar a linha do arco para criar um filtro. No momento em que a gente decide criar uma conexão com alguém, o fio de conexão não pode ser o do desejo sexual. Não pode ser. O fio de conexão tem de ser o propósito daquelas duas existências estarem unidas – um propósito maior. Por que se o fio da conexão for o sexo, quando ele acabar, acabou o fio de conexão.

Esse poder de discernir, você pensa bem, alguém colocar a própria vida num jogo amoroso, e aí quando o jogo amoroso acaba essa pessoa perde a vontade de viver. Essa pessoa está sofrendo muito, mas do que essa pessoa precisa? Sendo como vocês, conhecendo a tecnologia como vocês. Essa pessoa precisa do quê? Do choque da tomada de decisão! Ela precisa por a mão dentro da tomada de decisão e levar um choque! BUZZZZ! Por que a tomada de decisão dá fortes choques. E essa pessoa precisa tomar uma decisão que a alinhe de novo com o propósito da alma dela, e não dos órgãos sexuais dela!

(A turma ri.)

GSK: Que psique tem a “pitchuna”?

(A turma ri.)

GSK: Qual que é o dharma da “pitchuna”?

(A turma ri.)

GSK: Ela tem de ser inserida num conjunto, numa Sangat muito maior, nessa Sangat chamada organismo. Onde todas as partes desse organismo têm uma psique. Cada parte tem uma psique, cada parte tem o seu Dharma, cada parte passa pela sua dúvida, cada parte passa pela sua necessidade de realização. Pense nos nossas zilhões de células, imagine se cada uma delas quisesse alguma coisa? Todas elas trabalham sob um comando, o comando da mente. Por que a vagina ou o bráulio não vão trabalhar sob um comando? O comando da alma. O pênis tem uma psique. O que ele quer? Além de fazer xixi.

(A turma ri.)

Existe um momento em que temos de alinhar isso tudo com um comando muito maior. Porque os seres humanos que vivem a vida pautada pelos comandos do pênis e da vagina vão viver como animais. Claro!

É como o Yogi Bhajan ensinou: o comando é animal. E ele também diz que 10% são as circunstâncias, 10% é a nossa inteligência e 80% é o desconhecido! Então no desconhecido nós seremos totalmente testados. O nosso tempo-espaço com a nossa intenção. E o nosso teste vai ser: o que eu quero para mim?, e o que minha alma quer para mim? Nessa resposta, nessa confluência, está a sabedoria. Como eu garanto o que eu quero para mim sem desonrar o que minha alma quer para mim? Por que é uma parte importante minha. Só que não necessariamente elas querem a mesma coisa.

E aí então uma pessoa como essa vai ser capaz de confrontar o sofrimento dizendo: “Eu realmente estou sofrendo, mas isso é ridículo. Deixa eu me recolocar diante do infinito. E fazer escolhas de novo”. A sorte dessa pessoa é que ela veio conversar isso com a professora dela. Que saiu igual um raio de trovão cortando o ar para trazer a realidade de novo à tona!

Esses são os tempos. Esses são os tempos em que nós estamos sendo colocados diante de uma realidade que nós não quisemos olhar com olhos da neutralidade. Isso está doendo?  Sim. As escolhas já estão aí para serem feitas? Não, ainda não estão. Não existe ainda, nós vamos ter de construir essas escolhas. Nós vamos ter de elaborar internamente e trazer para realidade política e social novas escolhas. O momento é auspicioso demais, porque ele é uma desconstrução total. E não existe nada melhor para uma desconstrução total do que a chance que ela dá para uma reconstrução. Nós não temos de lamentar. Os tempos agora estão exigindo que a gente tenha contenção. É igual quando você está numa postura muito difícil e você quer ir até o final. Você vai passar por aquilo pensando: esse negócio vai acabar, eu só vou manter minha resiliência. Nós estamos só precisando manter a contenção e não desesperarmos. Não ir desalinhado da alma e de você mesmo, para vocês poderem ajudar todos que precisam. E as pessoas vão precisar muito.

Esse semestre vai ser muito duro, nós temos que servir, alinhar as pessoas, nós temos que levar esperança, nós temos que ser catalizadores dessa mudança, e nós podemos fazer isso com a nossa presença e com a nossa frequência. Mas para isso precisamos estar alinhados, sempre com um sorriso no rosto e sempre lembrando que o caos social e político que estamos vivendo é como na vida da gente: quando ele acontece dá uma chance para gente se recolocar. É um momento importante para revermos as nossas posições e o nosso olhar crítico para irmos para a realidade. Temos de ter vigor na realidade.

Nós não tememos a escuridão. E a gente não quer só a luz. A gente sabe que esse é um ciclo.

May the long time…

Grade de horários de Kundalini Yoga em BH

Sat Nam!

Confira a grade de horários de práticas regulares e para iniciantes nos centros de Kundalini Yoga de BH e região. Os endereços e contatos dos centros podem ser encontrados na aba Centros de Yoga – https://abakyblog.wordpress.com/centros-de-yoga/

Grade de Horários Centros de Yoga

 

Mulheres Radiantes I e II

Uma experiência profunda de autoconhecimento associada a vigor físico e clareza mental, com o uso de ferramentas que vão lhe permitir conduzir as transformações necessárias para a sua vida de maneira inteligente e com mais qualidade de vida.
Mulheres Radiantes Nível I – Criando uma comunidade consciente

Um mergulho no centro de força que reside em cada mulher. Oportunidade de autoconhecimento e transformação com o apoio de um círculo sagrado de mulheres. Por meio de técnicas de Kundalini Yoga, meditação e vivências pessoais e coletivas, você vai acessar toda a graça de ser quem você é, descobrindo-se próspera, abençoada e bela.

Mulheres Radiantes Nível II – Livres e destemidas

Um programa para mulheres que querem viver uma nova realidade, livres e conscientes. Por meio de técnicas de Kundalini Yoga, meditação e abordagem de temas atuais, você terá a chance de rever escolhas e acessar a força necessária para realizar as transformações que almeja. Uma experiência profunda de vigor físico, clareza mental e autoconhecimento nas trilhas de seu destino.

Mais informações:

Secretaria ABAKY secretaria@abaky.org.br (31)3297.5508 (das 8:30h às 12:30h) http://www.abaky.org.br

Confira as próximas turmas e centros

TURMA NÍVEL I

(12 encontros semanais com 2h de duração cada):
Valor: R$1.053 ou 3x R$351

Segunda-feira, 19h30

Local: Amardas – Rua Mármore, 386 Santa Teresa. Inscrição: 9172 4032 // 9110 4644 (Sat Sundri e Jaideep). Início: 14/09

Quarta-feira, 7h

Local: Hari Nam – Rua Caputira, 21 Floresta. Inscrição: 3484 6113 // 9195 9301 (Evelyn). Início: 19/08

Quarta-feira, 19h30

Local: Hari Nam – Rua Caputira, 21 Floresta. Inscrição: 3484 6113 // 9195 9301 (Evelyn). Início: 02/09

Quinta-feira, 7h30
Har Rai – Rua Padre Rolim, 815/901 Santa Efigênia. Inscrição: 8726.5531 (Harsev) início: 10/09

Quinta-feira, às 19:30
Local: Yogi Bhajan – Rua Caracol 128A – Cruzeiro. Início: 10/09. Inscrição:  8485.9819 (Puranjot/ Camila) / 9201.9889 (Ramjeet/ Isabella)

Formato especial
Sextas (19h-21h30) e Sábados (8h30-12h), Dias: 23, 24 e 30/10 e 6, 13 e 14/11. Local: Yogi Bhajan. Rua Caracol 128A – Cruzeiro. Inscrição: 8485.9819 (Puranjot/ Camila) / 9201.9889 (Ramjeet/ Isabella)

TURMA NÍVEL II
(12 encontros semanais com 2h de duração cada): Valor: R$1.068 ou 3x R$356

Segunda-feira, 19h
Local: Hari Nam – Rua Caputira, 21 Floresta. Inscrição: 3484.6113 // 9195.9301 (Evelyn). início: 18/08

Terça Feira, às 19:30
Local: Yogi Bhajan. Rua Caracol 128A – Cruzeiro. Início: 08/09. Inscrição: 8485.9819 (Puranjot/ Camila) / 9201.9889 (Ramjeet/ Isabella)

Quinta-feira, 7h
Local: Guru Ram Das – Rua Ivon Magalhães Pinto, 511 São Bento. Inscrição: 3297.5508. Início: 03/09

Quinta-feira, 19h30
Local: Amardas – Rua Mármore, 386 Santa Teresa. Inscrição: 9942.4641 (Jiwan Shakti). início: 03/09

Formato Especial:
Sexta à domingo, de 18 à 27/09 Local: Khand Prakash – Rua Antilhas, 50 Sion. Inscrição: 9765 4947 // 8726.5531 (Surjeet e Harsev).