[GSK] Coordenando corpo, mente e alma

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 24 de março de 2017

[GSK abre a aula]

A aula de hoje chama-se Coordenando corpo, mente e alma. Esse tema é obvio e, por si, não fala mais nada do que ele já fala. Mas ele revela. Quando você se ajusta nessa tríade, pode dar entrada a várias conversas. E a conversa que eu quero ter hoje com vocês é sobre Shakti Path. Eu não sou a professora de vocês que vou ensinar como meditar profundamente em uma técnica, ou criar necessariamente um espaço muito estável para vocês terem uma experiência profunda de meditação, num determinado momento. Eu não sou a professora que estarei aqui para dar a vocês um kriya e dizer que é para você fazer por três anos, na sua Sadhana, porque você está precisando de transformar isso ou aquilo. Tampouco vou ser a professora que vai, por receio de confrontar, me calar em determinas situações. Então eu escolhi, ou o destino me escolheu para ser uma professora que vai cuidar da jornada inteira de vocês. Eventualmente vocês vão precisar de uma meditação, eventualmente vocês vão precisar de um kriya que eu possa dar, eventualmente vocês vão precisar de uma conversa. Mas eu não vou me preocupar, não me atento apenas em cobrir uma área particular de vocês para que vocês se sintam em vocês satisfeitos. Eu vou sempre cuidar para que vocês organizados, satisfeitos ou não, continuem servindo o destino de vocês. Tem uma diferença bem grande. Isso no Kundalini Yoga chama-se o Professor Espiritual. É aquela pessoa que está entregue a um projeto que vai muito além do eu de si e do eu do outro. Vai numa construção de almas. É isso que vocês acabam se tornando para os seus alunos, quando vocês conseguem passar por Shakti Path.

No Kundalini Yoga, a gente tem um leque. Se a gente for para uma imersão profunda no Kundalini Yoga, nós temos os Kryias, que são reveladores demais. Quem de vocês já teve a chance de pegar um Kryia e fazê-lo por 90 dias sabe o poder dele. Mas se vocês querem, por exemplo, fazer um Jap Yoga, um Naad Yoga, vocês vão recitar, vocês vão pegar um bani, um shabad, um mantra e experimentar aquele mantra por 90 dias. Vocês conhecem essa experiência. Mas se vocês quiserem meditar, nós temos um braço do Kundalini Yoga, que é o Satnam Rasayan, que é impressionante e dá a vocês uma experiência profunda do espaço meditativo. E o mais bonito de tudo é que essa experiência do espaço meditativo que o Satnam Rasayan dá não é para você se servir. É para servir ao outro. Então, para quem não achou seu espaço em nenhum desses ramos e uma vez por mês que aparece aqui no Gurdwara senta e medita, transcendeu, fez o serviço, ou aqueles ainda que fizeram tudo isso apenas para servir. Tá certo também.

Não existe um modelo de um yogi, não existe um modelo ideal. Quando a gente escolhe qualquer um desses modelos isolados ou combinados e caminha, há no início um grande progresso. Vocês sabem do que eu estou falando. Há muito progresso. Mas depois o progresso para, você se sente estagnado. Quando essa estagnação acontece, há duas maneiras de reagir, se o ego preside, vai ser de uma maneira, se o ego não preside, vai ser de outra. Quando a gente passa pela estagnação, que é própria de qualquer caminho, através da força do ego, você se rebela contra o seu professor espiritual ou contra o caminho. Mas você não se rebela saindo de uma meditação e falando: agora eu não quero mais saber! A vida vai sempre dar oportunidade entre você e o caminho, entre você e o professor para que essa relação seja testada, sempre. E as oportunidades são espinhosas, quando parece que tudo justifica você dizer “chega!”. São os testes de Shakti Path.

Mas se o ego não está presidindo, então você está caminhando com a sua mente, mas ela está insegura e não sabe se dá razão para o ego ou para a alma. Será que eu escuto meu ego? Será que eu escuto a minha alma? A gente nem tem clareza de que essa dualidade está acontecendo, mas o ego não está presidindo e você caminha por esse lado, a reação é você sentir que você precisa ser preenchido. O vazio é próprio da dualidade. Esses são os testes de Shakti Path, para todo mundo acontece assim. Para mim aconteceu desta maneira: eu me rebelei contra o meu professor, contra o Yogi Bhajan. Mas eu sempre tive uma maneira muito honrosa de me rebelar. E muito respeitosa, porque no fundo eu tinha certeza de que era eu que não estava compreendendo. Essa consciência me fez compreender que eu devia insistir. Então vocês precisam ter atenção a esse momento de vocês. Porque se vocês passarem por esse teste, e ele, no período mais longo, dura sete anos. No mais longo, você pode encurtar isso. Se você passa, você estava sendo preparado em suas estruturas. É uma pausa de crescimento que todo ser humano tem. Uma criança tem pausa de crescimento, a psique tem pausa de crescimento, o adulto tem pausa de crescimento e a nossa identidade espiritual também. Então você passa por uma pausa de crescimento, em que você processa aquilo que já foi adquirido, e depois desse processamento, você precisa ganhar força para dar um outro salto. Quando vocês derem esse outro salto, vocês vão entrar em Sahej, que é quando vocês vão servir os seus alunos numa perspectiva muito natural, muito tranquila, onde vocês não têm dúvida de compartilhar o que o aluno precisa. Muitos de nós buscamos preencher para servir, mas observe. Se você estiver em Shakti Path, o preencher não é necessário porque você precisa permitir esse espaço para que outras coisas possam ser colocadas quando você caminhar para Sahej. Se você chega com um pouco de água no copo, acha que ele está vazio e você o preenche, na verdade, você ocupa um espaço que o divino iria te preencher talvez não com água, mas com outra substância para que você pudesse misturar a sua água e servir de alguma maneira, entende? Você se sente vazio e preenche. Você está aflito, você não permite uma pausa nesse nada. Qual o problema de você ficar bem, se sentido mal? Porque vocês só têm de ficar bem se sentido bem o tempo todo, isso não é normal. A história é quando a gente estiver mal é a gente se sentir tranquilo porque aquilo é o espaço de processamento. Claro que existem adoecimentos nesse luta, mas não estamos falando deles. Estamos falando de quando você se rebela contra o caminho, o professor ou o tédio, e você quer se preencher. Essa aula é para isso.

Eu terminei a leitura de um livro ontem sobre a vida do Guru Nanak escrito por um muçulmano do Paquistão. Eu fiquei encantada porque queria olhar para o Guru Nanak a partir dos olhos de um muçulmano. Mas os olhos muçulmanos só querem absorver do Guru Nanak o que ele foi para os Sufis. Eles têm grande resistência de absorver o Guru Nanak no que ele foi, por exemplo, para os Khalsas. Então todo tempo o autor faz uma crítica aos demais Gurus, e deixa Guru Nanak fora da crítica. Mas tem um relato que a gente só fica sabendo pelos olhos de um muçulmano. Nas suas viagens pelo vale do Hindus, depois de treze anos que o Guru Nanak está fora de casa, morrendo de saudade da mãe e da mulher, ele dá uma piradinha. Ele sente tanto tédio, que o tocador de rababa que o acompanha fala assim: “em algumas noites, o meu mestre está completamente doido. Eu finjo que estou dormindo e ele olha para o céu e conversa com Kabir e um outro santo sufis muçulmanos como se eles estivessem presentes.” É claro que o Guru Nanak tem um surto, e o surto é de tédio. Vocês podem imaginar 13 anos andando, conversando, sendo mal tratado. E um dos poemas que o Guru Nanak escreve é assim: “eu posso estar sentindo tédio, mas é porque eu não posso alcançar a luz, que ainda reside em mim e foi dada por ti. Por que você não me ajuda a alcançar essa luz, ao invés de me prender no sentimento de que eu fiz tudo isso em vão?” É o sentimento que a gente tem. Então a aula é para a gente trazer essa compreensão para nós. Quando eu comecei a dar aula de Kundalini Yoga, no meu sexto ano talvez, me deu um desespero. Eu pensei que nunca mais sairia disso, que eu estava presa, que nunca mais eu poderia fazer outra coisa, eu preferia morrer. É quando, então, você contém numa sadhana a sua mente negativa para ser feliz.

Kriya: “Coordenando corpo, mente e alma”, do manual Self Knowledge, página 10.

Sempre quando dou nível 1, me maravilho com a quantidade de coisas que eu tomo contato e não sabia. Por exemplo, preparando Mente e Meditação recentemente, eu descobri um material do Yogi Bhajan que sempre esteve no meio da pilha de coisas que tenho dele, se não me engano está num manual de nível dois, em que ele fala sobre o Magic Mantra. “Ek Ong Kar, Sat Gur Prasad, Sat Gur Prasad, Ek Ong Kar.” De tudo que ele fala, fiquei impressionada quando ele diz que nenhum mantra tem o poder de retaliar a gente. Todos os outros mantras, se você entoa mal, ou com a pronúncia do Gurumuki errada, ou sem reverência, nada vai acontecer. Se você entoa bem, você vai obter benefícios, se você entoa mal, não vai acontecer nada, exceto o Magic Mantra. Eu fiquei muito surpresa com isso, achei muito bom de ter tido a chance de conhecer isso. Por isso, ele recomenda que, antes de entoar esse mantra, a gente faça uma pequena oração. E a que ele recomenda é o Mool Mantra. O Magic Mantra tem a capacidade de desbloquear a gente de processos neuróticos. Muitas vezes a própria mente criou esses processos e acaba caindo nele.

Meditação: Mahan Gyan

May the long time sun shine upon…

[Transcrição: Sada Ram Kaur]

[GSK] A defesa sutil nos nadis

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 10 de março de 2017 

[GSK abre a aula]

Essa turma de sexta feira é de professores. A Lídia está fazendo o curso de formação, começou recentemente, semana passada, bem-vinda. Você vai estranhar um pouco porque é uma aula em que eu falo um pouco mais do que deveríamos falar em sala de aula. A gente também treina os professores para o trabalho.

Hoje nós vamos trabalhar os nossos meridianos. Meridiano é uma terminologia chinesa, a gente fala a palavra meridiano porque foi incorporada ao Português através da medicina chinesa. Nós do Kundalini Yoga, ao invés da palavra meridianos usamos a palavra nadis. São canais sutis por onde o naad passa, o som primal passa. Os meridianos ou nadis têm uma correspondência com o sistema linfático, onde tem linfa tem o sistema de nadis. Então é uma rede muito grande. Eu acho que meridianos está muito mais no inconsciente coletivo do que nadis, quando eu falo meridianos, vocês logo compreendem, imediatamente vocês imaginam o corpo em rede.

Por que o corpo teria além dos sistemas linfático, nervoso e vascular, uma rede de meridiano? Lembrem que vocês têm que fazer sentido. Não tem nada a ver com o sistema linfático. Os nadis carregam o naad, carregam uma frequência. Alguém suspeita por que tem a ver com a parte energética? São ondas, frequências, mas por que temos uma rede tão dispersa, tão grande, que acompanha muito o sistema linfático? Ele está no nosso corpo para limpar aquilo que o sangue não consegue limpar, isso a gente sabe da medicina. Então o sangue chega de um jeito e sai de outro, limpa muita coisa, o sistema linfático está onde o sangue não consegue limpar, ele é um sistema de defesa. O sistema linfático faz a defesa do nosso sistema imunológico. E a nossa rede de nadis defende a gente onde o sistema linfático não consegue defender. O sistema de nadis faz a defesa dos nossos corpos sutis. Ele se responsabiliza por tratar a nossa defesa mais sutil. Qual corpo é responsável pelas defesas mais sutis? O corpo radiante, áurico, sutil, campo eletromagnético e o prânico. Sendo que o corpo prânico é o primeiro que barra o adoecimento e é o primeiro a precisar da defesa que vem dos nadis. Por isso que a gente usa tanto pranayama para estimular os nadis, porque são eles que são responsáveis pela defesa do corpo prânico.

Toda defesa promovida pelos nadis, ou seja, dos corpos sutis, é eliminada quando nós seres humanos estamos na condição de existir apenas em uma metade. A existência de uma metade vem do romantismo. O romantismo não é eu me apaixonar, mas é filosófico que assolou a gente depois do Iluminismo, no século XVIII. O romantismo diz que quando eu encontro com uma outra pessoa, eu encontro com a minha metade, a minha cara-metade. Essa ideia de que só quando estou com minha cara metade eu estou completo é que arrasa com nosso sistema de defesa, porque quando eu estou me sentido metade, esperando que a outra metade me complete, não estou inteiro e quando não estamos inteiros psiquicamente os nossos nadis estão totalmente subutilizados.

A primeira coisa que a gente faz no Kundalini Yoga é acabar com essa premissa de que sou metade para encontrar com outra metade. Eu sou um inteiro para encontrar com outro inteiro. A aula de hoje vocês vão fazer como se vocês fossem inteiros, encontrando com outros inteiros. Essa é a base da chave geral do sistema de meridianos. É uma concepção, uma clareza do modo de existir. Mesmo quando nós estivermos na pior, nós somos na pior, mas inteiros. Vocês yoguis não padecem mais desse mal de se sentirem metades, encontrando com outras metades, mas vocês têm alunos que são assim, que são metades buscando por outras metades. Vocês começaram por aí, com certeza a maioria, como metades querendo encontrar outras metades. A aula de hoje é para resgatar essa inteireza, essa unidade dentro de nós. Então, o sistema de defesa mais requintado que nós temos é o sistema de nadis, e o sistema de nadis só é ativado com o som, então vamos usar o som nesta aula. E vamos usar um som muito especial, um dois, um dois… como se nós fossemos computadores.

Kriya: “Trabalhando os meridianos”, do manual Infinity and Me

Nós vamos fazer uma meditação muito sagrada. Talvez a gente nunca tenha feito esta meditação. Ela é uma meditação para o diafragma. Existem duas circunstâncias que mostram que temos um problema grave de fluxo dos nossos nadis, portanto nós estamos muito indefesos, pois nossa defesa mais sutil está desligada. É quando um professor está no Shakti Path, então o Shakti Path é uma negação do papel do professor. Esse Shakti Path é muito doloroso e ele indica um bloqueio completo no sistema de nadis. Nele, você só está atuando com a sua defesa do triângulo inferior. Você se recolhe do seu espírito mais expandido do ser real, nós nos recolhemos do ser real e vamos imediatamente criar a residência no ser oculto, que na verdade não é oculto. Para o mundo inteiro, é fácil olhar e reconhecer alguém que está no Shakti Path, porque você se recolheu completamente da identidade do seu ser oculto. E na identidade do seu ser oculto, você se justifica, então é onde você tem o maior contato e riqueza com suas intrigas mentais. A meditação pode resolver ou não. Existem muitas pessoas que permanecem no Shakti Path meditando. A meditação vira apenas mais um instrumento de garantia daquela posição que a pessoa está. Então esse é um caso em que o nosso sistema de nadis bloqueou.

A segunda condição é quando o nosso diafragma está pouco flexível. O sistema de naad é dependente do fluxo de prana e, sem diafragma flexível, esse sistema de defesa, não é ativado. Quando uma pessoa está no Shakti Path, ela está completamente inflexível no diafragma. Não tem jeito, se o diafragma se torna flexível a primeira coisa que vai acontecer é que o que está no triângulo inferior vai para o triângulo superior, não tem jeito. O diafragma possibilita essa passagem, essa meditação é para dar flexibilidade ao diafragma. Ela se chama Pant Grani Kriya. O Yogi Bhajan fala sobre ela: para abrir o diafragma para que você mude de dentro para fora. E tudo que a gente quer no Shakti Path é mudar, porque ele é o caminho do adolescente. A pessoa no Shakti Path que não consegue absorver uma crítica, está completamente residindo na defesa mais vulgar que a gente pode ter. Vulgar no sentido de ser a mais comum. A defesa mais sutil e eloquente da excelência é a defesa dos nossos nadis, que é do corpo radiante.

Meditação Pant Grani Kriya

Nós ainda temos 3 minutinhos, vocês têm alguma dúvida?

Aluno: Você pode falar sobre  a glândula da finitude e a pineal do infinito?

A hipófise é a glândula que comanda o finito porque ela comanda o corpo físico. Essa é uma frase do Yogi Bhajan, porque ela comanda todas as outras glândulas. Então nós somos exatamente aquilo que a hipófise manda secretar. E a pineal é uma instância, uma glândula do nosso corpo que comanda a nossa relação com o infinito, e ela faz isso usando o sistema de nadis e projeções dos corpos sutis. A Kirn Jot estava lendo um artigo sobre Kirtan Kriya que fala sobre ponto de Deus no cérebro. O tal Ponto de Deus, que acho que eles chamam de Zona de Deus, a gente pode pensar que isso é coisa maluca de yogi, mas pode até ser coisa de gente maluca, mas não é do Yoga é da neurologia mesmo. Eles identificaram no cérebro o ponto onde nós fazemos a conexão com o infinito. Esse ponto no cérebro é a regência da pineal. Então ele comenta isso, que a pineal é nossa conexão com o infinito e a hipófise somos nós com o finito. É importante vocês saberem que esse tema do trabalho da aula de hoje tem uma aplicabilidade prática muito grande que é quando nós estamos muito presos no enredo e nas intrigas mentais, especialmente quando nós estamos em conflito, porque é o melhor lugar para a gente saber disso, é quando estamos em conflito. Porque fora do conflito não pensamos sobre nada, só experimentamos a maravilha que é um período da vida da gente sem conflito. Porém, quando estamos em conflito e nós nos confinamos, é o melhor momento de pensar em como estamos nos defendendo. Se nós nos defendemos a partir de um enredo, de uma narrativa que justifica a nossa vitimização, com certeza, 120 por cento de certeza de que nós estamos na nossa defesa mais pobre. E perdendo a chance de aprender. Isso é o Shakti Path.

Quando nós estamos em conflito e ficamos abalados, desgastados, a gente tem um gosto amargo na boca, a gente não queria estar ali, tudo isso é legítimo, nós sentimos raiva, medo, asco, o que for que a gente sinta em conflito, é legítimo, desde que não encarcere a gente naquilo. A gente precisa compreender a lição, o aprendizado e, especialmente, a parte que temos de compreender naquela zona de conforto porque não existe nenhum conflito na vida de um ser humano que seja por acaso. E tem um período na vida da gente que é natural a gente ter mais conflito. No meu período de UFMG, eu tinha conflito … eu era a rainha do conflito. E a minha narrativa era sempre assim: eu sou mais justa, a mais democrática, a mais sei lá o quê. Sempre denotando a minha pobreza de persistir sem querer aprender com o conflito. Mas é natural quando a nossa evolução emocional acompanha a nossa maturidade cronológica. Tem um tempo para a gente viver conflitos, relacionamentos pobres, podres, tem um tempo. Isso deveria acabar na vida da gente com uns trinta e poucos anos, deveria acabar. Porque é quando o amadurecimento emocional se dá concomitante com o glandular. Então você sai daquela infantilidade e você amadurece, quando isso acontece. Não que os conflitos vão deixar de existir. Eles existem, mas você não deixa que eles persistam. Você aprende logo. E o melhor é quando você chega perto dos 47 anos, em que os conflitos nem chegam a materializar porque antes de eles se materializarem, você já aprendeu através da intuição. Com exceção feita a quem está no Shakti Path. É tristíssimo ver uma pessoa de 60 anos no  Shakti Path. Os anos mais difíceis dessa pessoa foram os seus primeiros 50 anos de infância. Essa pessoa está entrando na adolescência com 60 anos. Então é melhor que a gente tenha o nosso  Shakti Path quando a gente tem 30, do que tardio. Porque é a hora de a gente estar sábia, e a gente está criando arestas. Eu tenho zilhões de exemplos, mas eu não vou dar nenhum, inclusive de vocês. Mas vamos parar por aqui. Ah… Essa meditação não pode ser feita por mais de 11 minutos, isso é muito importante.

May the long time sun shine upon…

[Transcrição Sada Ram Kaur]

[GSK] A força de existir em nós mesmos

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 17 de fevereiro de 2017 

[GSK abre a aula]

Nosso trabalho hoje é com um kriya que vocês exercitaram quando vocês estavam lá no curso de formação, nível 1. É muito bonito, chama-se Base para o Infinito. Dito assim, parece uma coisa romântica, que eu tenho certeza que ninguém quer se negar a ela, a base para o infinito. Mas eu tenho certeza também que a maioria não está pronto para colocar em prática. De alguma maneira, a gente vive uma vida em que a gente reconhece a admite que os anos mais difíceis foram os primeiros cinquenta anos da nossa infância. Esses primeiros 50 anos da nossa infância são muito difíceis para nós. A gente vive como um adolescente, querendo ter prerrogativas, querendo ter alguns direitos garantidos, mas nós não gostamos muito de assumir a responsabilidade por aquilo. Então é uma vida muito dura essa dos primeiros 50 anos da nossa infância. E acontece que (porque nossa infância foi prolongada demais nesses anos em que a gente se negou à responsabilidade da luta, pelos direitos e pelas prerrogativas –, como um bom adolescente) isso é fora do tempo da psique humana.

É uma coisa muito estranha você passar 50 anos na infância. Como isso é estranho, o corpo estranha e é muito comum os vários tipos de adoecimentos dentro desse tema. Não estou dizendo que adoecer é anormal. É natural. Um dia vamos ter de adoecer e morrer. Ou cansados da vida ou doentes, não importa, isso ninguém sabe, mas eu estou falando daquele tipo de adoecimento que se dá quando você se nega à sua maturidade. O Yogi Bhajan diz “não existe nada como o problema, o problema é uma bolha que nós criamos por nossa autoignorância, ignorância de nós mesmos. E a solução de todo problema é criarmos a autoidentidade. Uma força de existir em nós mesmos.” Isso é idêntico à frase alicerce para o infinito, todo mundo acha bonito, mas na hora de pôr em prática acha difícil, muito difícil. O que quer dizer “pôr em prática” quando a gente faz um trabalho de alicerce para o infinito? O que vocês imaginam quando nos estamos querendo trabalhar em nós para a gente evitar esses 50 primeiros anos difíceis da infância? O que vocês imaginam, vocês são professores de Kundalini Yoga?

Aluno: uma maturidade física, mental, espiritual caminhando juntos?

GSK: Certo. Qual foi minha pergunta mesmo?

Aluno: O que significaria trabalhar o alicerce para o infinito na prática.

Aluno: Força do plexo.

GSK: Não! Existem muitas crianças de 50 anos com forte plexo. Elas têm muita capacidade de fazer birra e dizer mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar, me dá chupeta… Elas estão todas com o plexo muito bom para gritar, fazer birra, fazer manha, somos nós. O que nós queremos trabalhar quando trabalhamos a base para o infinito? E aí você falou uma coisa importantíssima que é alinhar os três níveis de desenvolvimento, porque não é possível que haja o envelhecimento do nosso corpo físico e um atraso no desenvolvimento do nosso corpo emocional. O corpo espiritual é consequência do que?

Aluno: Do amadurecimento psíquico e emocional.

GSK: É lógico! É o resultado de quando a psique, a mente amadureceu junto com o corpo físico. É o resultado. O tal do corpo espiritual nada mais é que uma capacidade que você tem de, diante de problemas, enfrentá-los com sua identidade divina, com a sua verdadeira identidade, e não ficar preso na sua dualidade. A gente não vai adquirir o corpo espiritual no tempo. Ele é a nossa liberdade psíquica para visitar o infinito e trazer o componente do infinito para o finito. É a nossa liberdade psíquica de estar no finito e buscar no infinito algum tipo de inspiração. É essa liberdade de movimento. Você está confinado num problema, o problema existe. Se você está confinado no problema e reside no problema ontem, hoje, amanhã e sempre e eventualmente você coloca a cara fora do problema e volta para ele, você está focado, completamente engolido pelo problema. O corpo espiritual dá uma força psíquica para você poder não abdicar do problema, mas tratar dele a uma certa distância, para que você possa olhar para ele, inspirado por outras perspectivas. O simples fato de você estar num outro lugar, já faz com que você tenha uma outra frequência muito diferente da do problema. Isso é exatamente amadurecer. Não é não ter o problema, não tem jeito, mas é a gente não se identificar a ponto de nos tornarmos um com ele, é nos desidentificarmos daquele finito para ganharmos um tipo de identidade infinita. Mas como ganhar uma identidade infinita? Como eu vou para o infinito? A pergunta é boa, e é para vocês. Pode virar uma peça romântica ou uma filosofia de pasquim, que é: você está no problema, então se você ficar ali no problema, você não vai ver outra coisa além do problema, você precisa ir para o infinito, ir para outro lugar para ver o problema. Como é que você faz isso concretamente, para não virar só um blábláblá…?

Aluno: Através da oração.

GSK: Não, eu conheço gente que vai muito mais profundamente no finito na meditação e na oração. Quanto mais você faz uma oração estando no problema, mais a sua oração tem uma baixa frequência e mais você está mais ainda no problema. Oração, não dessa maneira.

Onde está o infinito? Onde está Deus? Vocês estão no problema e vocês escutam dizer que é preciso ir para o infinito para resolver o problema, o que você faz? Existem problemas de todas as ordens, de circunstâncias, de trabalho, etc… Quando você está no finito do problema, sair e ir para o infinito quer dizer mudar de perspectiva. Como nós mudamos de perspectiva? Depende. Pode ser visitando o outro, vendo como ele olha para a realidade muito diferente da sua, isso é mudança de perspectiva, ir para o outro, ir para o desconhecido, para o infinito, ir para Deus. Mas para fazerem isso, vocês têm de ter uma superdisposição porque, para olhar para a realidade do outro, você precisa abrir mão das suas convicções. Você está pronto para abrir mão das suas convicções? Isso não é fácil. Para vocês aprenderem a sair da bolha da ignorância e vencer esse problema você precisa ir para a autoidentidade. O Yogi Bhajan chama esse movimento de ir do finito para o infinito de autoidentidade, porque nós somos parte humana e parte divina. Isso é quando existe o outro na questão. Quando não existe o outro na questão, muitas vezes a gente só precisa mudar de perspectiva, sair de onde estamos e fazer diferente. Muitas vezes a gente precisa abrir no nosso campo eletromagnético um espaço para a gente simplesmente se expor de maneira diferente. Às vezes, a gente estabelece uma rotina, de caminhada, de nadar, de fazer um curso novo, a gente muda de perspectiva para quebrar o feitiço do problema. A aula de hoje é para isso, criar um alicerce para o infinito, e esse alicerce é nada mais, nada menos que uma coragem para sair da bolha da ignorância, é essa de você não ser capaz de se identificar com você mesmo, você se autoidentifica com o problema.

Aluno: Você criar uma perspectiva cósmica…

É. Eu só queria que isso ficasse em palavras mais concretas. De todas essas a mais fácil é você mudar de perspectiva, caminhar, nadar, fazer um curso. Isso é o mais fácil porque é bom. O mais difícil é quando está envolvido o outro e você tem de ir para a perspectiva do outro. Isso é o mais difícil porque você tem de abrir mão das suas prerrogativas. Isso é bem difícil. Bendito é aquele que vive isso, porque tem uma chance muito grande de crescer.

Kriya: Alicerce para o Infinito

Meditação: do livro A Prosperidade do espírito, do KRI

A meditação é para desenvolver segundo coração, o que espera, o coração da compaixão, não o coração que sangra. Esse nós todos temos.  E ela aumenta demais esse espaço do coração, não para a gente ficar mais emocional, porque o coração não tem nada a ver com emoção. O triângulo inferior é que tem a ver com a emoção. O coração tem a ver com dar passagem para uma compreensão maior dessas emoções.

O que eu quero que vocês lembrem com essa aula é isto: quando a gente tem um problema, tudo que a gente quer é a solução. E a gente escuta dizer que a solução do problema está dentro dele mesmo. E faz todo sentido. Só que, quando a gente tem a solução, a gente não quer o problema, mas toda solução traz outro problema, senão não seria justo. Isso me faz lembrar aquela história que conta que Hanakash(?) era um rei muito mal, há várias histórias dele no Siri Guru Granth Sahib. Ele era um diabo, morava num castelo maravilhoso e tinha uma mulher que tinha tudo. Ela era uma rainha e vivia num castelo com tudo que era possível dar a ela. O rei então um dia sai para caçar e é visitado por um grande demônio. Essa pessoa era muito má, mas era superamiga do rei. Quando ele chega no castelo e falam que fulano está aí, todo mundo some. Vocês conhecem esse tipo de força! Pois bem, ele entra e pergunta pelo rei. E respondem que o rei tinha ido caçar. Ele lamenta muito bravo que não era possível que tinha ido no dia errado. Então o homem que atende ele, para fazer média diz: “o rei não está, mas rainha está, é quase a mesma coisa.” Ele concorda: “vou ver a rainha.” E foi. Quando a rainha viu quem era, ficou muito aliviada. Ele perguntou o que poderia fazer por ela, pois estava lá para fazer um favor para o rei e como ele não estava, ele faria qualquer coisa que a rainha escolhesse. E ela: “nossa, mas foi Deus que te mandou, eu sou superinfeliz aqui. Eu vivo presa neste castelo, eu não faço nada, tenho todo o conforto, tenho tudo isso, mas vivo presa, não posso sair para outro lugar, a minha vida é horrível, você tem noção  do tanto que minha vida é ruim?” Vocês conhecem mulher reclamando… “E tudo que eu quero é poder voar, visitar outras terras.” E ele: “Você quer voar?”, ele perguntou três vezes e ela confirmou três vezes. Aí ele fez qualquer coisa e a mulher saiu voando. E ela então ficou louca com aquela vida, visitou todos os lugares, e voava, e voava, e voava, e voava, e voava… Um dia a vida dela começou a ficar um inferno porque ela só voava… Ela já tinha perdido a prerrogativa do castelo e tudo que ela queria era poder voltar.

Então o Siri Guru Granth Sahib quando conta essa história é para lembrar a gente que quando a gente tem um problema, a gente quer uma solução, mas toda solução carrega em si um problema. A gente deveria saber administrar isso conscientemente. Não existe nenhuma condição que nos é dada que é permanentemente boa ou ruim.

May the long time sun shine upon you…

[Transcrição: Sada Ram Kaur]

[GSK] Criando Equilíbrio Muscular

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 10 de fevereiro de 2017 

[GSK abre a aula]

O kriya de hoje é para criar o equilíbrio muscular. E o Yogi Bhajan explica que esse kriya é para fazer um movimento de acessar determinadas regiões musculares que a gente hiperativa e outras que a gente subutiliza. Ele pede para a gente fazer uma reflexão sobre isso. É óbvio que nosso estilo de vida, de trabalho, faz com que a gente crie um padrão de estar sempre numa determinada posição e é claro que você vai ter uma musculatura mais ativa que outra. Eu fico pensando em mim e nos professores de formação, que passamos o final de semana inteiro assentado nessa posição, é claro que o paravertebral da gente – e de vocês que se assentam o final de semana inteiro, constantemente – é hiperativado, senão nós não estaríamos com a coluna em pé. E outras regiões vão ficando subutilizadas, vão ficando fracas, e não há problema nenhum. É só uma questão de você, nos movimentos, acessar esses músculos, se esticar e eventualmente ir lá na Parampurkh, para ajustar a musculatura. Mas o Yogi Bhajan pede para fazermos um outro tipo de reflexão, que é a reflexão do estresse elementar básico.

No curso de nível 2, Estresse e Vitalidade, estudamos o estresse elementar básico. É muito curioso, que a gente nunca associa uma couraça, como a psicologia chama, com o estresse elementar básico. Relaciona-se a couraça ao estresse. A diferença é que o Yogi Bhajan localiza o DNA das couraças, vamos chamar assim, a raiz desse problema, na formação do nosso subconsciente, ou seja, nos três primeiros anos de vida, mais particularmente nos primeiros nove meses de vida. Então vocês podem imaginar que a gente não tem nenhum acesso ao mundo de forma consciente, somos totalmente dependentes da psique da mãe, da psique do pai; um momento em que estamos completamente dependentes do meio. Parece uma armadilha isso e sem nenhum tipo de interação consciente com o meio, de modo a gente poder fazer escolhas. E é justamente nessa dependência do meio, quase subjugados ao meio, é que nós formamos o nosso padrão de subconsciente, que vai regular a gente para o resto da vida, incluindo aí o estresse elementar básico, que é um padrão de couraça. E esse padrão só vai ser desfeito à medida que a gente começar a limpar o subconsciente. Parece uma armadilha, está certo? Parece que Deus estava de pileque nesse momento e colocou a gente dependente de uma mãe inconsciente, de um pai irresponsável, desconectado. Mas a minha única pergunta de hoje é: por que não é uma armadilha?

Aluno: Porque a gente pode escolher.

[GSK]: O que a gente pôde escolher? Na verdade, a gente não pode, a gente pôde.

Aluno: Os pais.

[GSK]: É por aí. A gente pôde escolher a mãe. Só não é uma armadilha porque nós sabíamos. Essa é a única condição que a alma sabia, qual era a psique da mãe. E a gente escolheu a mãe porque naquela psique, naquele contexto, a gente escolhe para pagar o tal do nosso karma. É claro que parece uma armadilha quando a gente olha com olhos históricos desse momento.

Aluno: Por que não o pai?

[GSK]: Não sei, o Yogi Bhajan diz que a gente escolhe a mãe e a mãe escolhe o pai. O pai é uma responsabilidade da mãe, mas a alma escolhe a mãe, escolhe o “barco” para ela atravessar esse oceano. É muito bonito. No Siri Guru Grant Sahib se fala que a mãe é um barco, é uma fragata e, dentro dela, a gente se coloca para atravessar esses mares revoltosos da gestação, porque é um mar, nós estamos dentro do líquido amniótico. Vocês compreendem isso? Isso é um pouquinho de cultura yoguica para vocês, em suas salas de aula. Aos olhos históricos desse momento, quando eu olho para essa situação, ela me parece uma armadilha. Não parecia uma armadilha aos olhos de um bebê. Ele não tem consciência disso. Da mesma maneira que a gente tem de ter um olhar além do histórico, para nossa própria vida, a gente precisa desenvolver esse próprio olhar para além do histórico para a vida do outro, do planeta, das circunstâncias, do histórico, da política. Então é esse chamado para a gente ter um olhar cósmico é muito, muito importante. Quando a gente olha do ponto de vista cósmico, a gente descobre que não era uma armadilha. Eu sabia, mas esqueci. E aí é todo esse jogo de como resolver o estresse elementar básico. Essa é uma aula que vai trabalhar nessa couraça do estresse elementar básico.

Kryia: Criando Equilíbrio Muscular, de 1984, 22 de junho, do livro Infinity and me.

A meditação de hoje é para ajudar a gente a ver o invisível, escutar o inaudível, entrar com a realidade através da sua intuição. É uma ótima meditação para fazer com seus alunos, ela é muito sensível e cria um espaço intuitivo muito grande. Ela está no mesmo livro do Kryia.

Meditação: Sa-Ta-Na-Ma, segunda fase.

May the long time sun shine upon you…

[Transcrição: Sada Ram Kaur]

Adiamento da Sadhana Aquariana de 40 dias no Centro Guru Ram Das

Sat Nam queridos,

Informamos que a Sadhana Aquariana de 40 dias que estava prevista para iniciar em 24 de Abril no Centro Guru Ram Das será adiada para o segundo semestre deste ano.
Iremos no momento apoiar a frequência tão importante que está sendo construída com o Shabad Dhan Dhan Ram Das Guru no Centro Har Rai.
Em Agosto divulgaremos o novo calendário de 40 dias de Sadhana Aquariana a acontecer no Centro Guru Ram Das.
Grata pela compreensão e honrada em servir,
Seetal Prem Kaur
Secretaria ABAKY

[GSK] Caminhar na coragem da nossa radiância

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 3 de fevereiro de 2017 

[GSK abre a aula]

Estamos voltando este ano e as férias são importantes para nós, mas é impressionante como a gente vai precisando se encontrar de novo, reagrupar de novo e vibrar de novo na mesma consciência. Tantas coisas acontecem e aconteceram e, como esse ano será um ano em que seremos muito desafiados a persistir, é o famoso ano do tudo ou nada, a nossa persistência vai ser modulada não pelo nosso ego. E já já eu explico para vocês a diferença de persistir no ego e persistir na coragem que vem do corpo radiante.

A persistência no ego é você teimar em ter razão, você quer ter razão. A gente falou demais disso ano passado, brigo para ter razão. E aí você persiste numa ideia, você teima e a teimosia é uma defesa do ser inferior. Todas as vezes que a gente incorpora o sentimento de inferioridade, você não pensa mais nele, ele é como aquele óleo que entrou na sua engrenagem e a faz mover. Chega num ponto que a sua engrenagem move, mas você não lembra que ela foi azeitada, digamos assim. Então, quando o sentimento de inferioridade é azeitado nas nossas engrenagens, a teimosia é um recurso que a gente tem para se fazer valer. Mas a persistência em querer defender insistentemente um ponto de vista não vai fazer a gente vencer na qualidade sutil, ou talvez vibracional no ano de 2017. Ao contrário, a gente vai precisar da qualidade que vem da coragem do corpo radiante. E a coragem que vem do corpo radiante é a defesa do nosso ser superior, e não do nosso ser inferior. Então, é muito tranquilo para uma pessoa que tem um corpo radiante bem forte e projetado abrir mão, não persistir teimando. O Yogi Bhajan dizia que pessoas com grande corpo radiante – ele brincava, obviamente – é como se elas estivessem em cima do muro. Elas não têm apego a uma posição. Elas podem mudar de posição. Não é uma qualidade negativa não. Em cima do muro não porque elas não assumem uma posição, mas porque elas podem rever sua posição. Essa resiliência, que é de não colocar resistência em mudar, em se submeter, em render a cabeça, é a qualidade que vamos ter de desenvolver em 2017.

Vocês compreendem essa diferença? E vocês entendem qual seria o desafio? Qual seria o desafio? O Yogi Bhajan dizia que a gente precisa da mesma quantidade de energia para andar o caminho neurótico e andar o caminho do espírito. Então nós não vamos gastar mais energia andando na coragem do corpo radiante do que a gente gasta para insistir na teimosia e se apegar nesse tipo de defesa. A energia é a mesma, então qual é o desafio? Vamos pensar juntos, vocês são todos professores, estão dando curso por aí. Tudo isso é certo, mas não explica, é calibre, é ego… Medo de perder a identidade. Se vocês pensarem bem, na hora da teimosia, não pensam nisso. Por que é mais confortável? A resposta é esta: porque é conhecido. É uma rota conhecida. Por isso é confortável. Embora a pessoa viva na dor e no conflito, mas é uma rota conhecida, é mais confortável. Paradoxalmente, é a dor que traz conforto. Para andar a outra rota, do corpo radiante, do ser superior, gente, não sou eu que digo, todos os mestres, do mestre fu ao Mestre Yogi Bhajan, todos fala a mesma coisa. Não adiante meditar, não adiante silenciar, não adianta pensar, porque meditar, pensar, refletir, conversar, fazer terapia só vai funcionar quando você decidir sair do conforto da dor e caminhar na coragem da sua radiância, quando você caminhar, quando você der o primeiro passo. Tem que agir. Isso está claro? A meditação vai ajudar demais para quando você começar a caminhar, aí sim. Mas a meditação não é uma pré-condição.

Ela precisa estar lado a lado da caminhada, desse exercício de fazer a mudança porque senão a meditação vai ser mais uma grande fuga. Aliás, foi o que eu vi no Sat Nam Rasayan na Europa, a meditação como uma grande fuga para os europeus, um refúgio em si mesmo. Vocês compreendem isso? Eu poderia falar sobre isso um dia inteiro, mas eu vou parar por aqui porque a gente tem uma aula para fazer.

Neste ano a gente vai precisar caminhar na coragem da nossa radiância, que é a coragem do nosso ser superior. E nós temos as condições ideais para fazer isso porque temos uma coisa muito irritante e provocadora, que se chama sangat. Então, estar em sangat é estar o tempo todo sendo provocado para a gente sair da zona de conforto. A gente tem uma coisa muito irritante e ao mesmo tempo confortadora, que se chama aluno. Porque servir ao aluno está dizendo que você está sendo provocado o tempo todo. E vocês têm uma coisa muito irritante e provocante e confortadora, que se chama professor. Meu tema deste ano vai ser este: provocar vocês para estarem sempre contemplando a possibilidade de sair da defesa do ser inferior, não resistir pela defesa do ser inferior, mas persistir na radiância. Vamos começar?

A aula de hoje é uma série para o lobo frontal. Foi uma sugestão da Kirn Jot e veio a calhar com nosso objetivo, porque sem o lobo frontal, não podemos caminhar na coragem da nossa radiância, sem o lobo frontal não tem essa caminhada. É o lobo frontal que é o mecanismo físico, fisiológico, químico que controla o impulso do ego. Eu acho muito possível a gente desenvolver uma atividade do lobo frontal porque há alguns animais que desenvolvem. É muito mais próximo de nós do que da Kali ou do Patrick, que conseguem controlar o impulso quando chamamos sua atenção, mesmo sendo cães.

Essa é uma aula em que a gente vai ouvir o Sukhmani da sua metade até o final. Um shabad que é uma infusão de paz na mente. Imaginem a gente tomando uma injeção que vai entrar no nosso sistema arterial e venoso até os capilares dessa infusão. Isso é muito importante.

Kriya para o lobo frontal, Do manual Mente e Meditação, nível 2

A gente medita para desenvolver a intuição, porque a intuição é que ajuda a gente a desenvolver a rota do desconhecido. Nessa meditação, o Yogi Bhajan fala que se você não pode ver o que está atrás de você, o seu desconhecido, você vai sempre caminhar o caminho neurótico, o caminho do conhecido. Então a intuição vai ajudar demais nesse processo. A gente só descobre que a intuição está funcionando quando a gente experimenta.

Meditação: “Auto-hipnose para o Desenvolvimento da Intuição”, do manual Mente e Meditação, nível 2

Excelente pessoal, foi um bom retorno.

Sempre tem um momento bom na vida da gente para a gente se fazer a seguinte pergunta: Por que eu preciso disso? Isso é uma crença? Eu tive uma experiência esta noite, que foi muito interessante. Eu tive uma insônia total. Eu lutava porque eu falava para mim assim: Eu preciso dormir porque amanhã eu dou aula, depois eu vou para Brasília, vou dar o nível 2, vai ser até a noite. Aí na hora eu parei e pensei, mas por que eu preciso disso? Quem sabe eu não preciso disso? Nesse momento eu tive profundo relaxamento. Eu tive essa luta durante a noite até no momento em que decidi, às três horas da manhã, que era melhor eu começar a minha sadhana logo e que eu não precisava de dormir. Devia ser umas 4h30, porque comecei a sadhana às 3h, quando pensei em fazer o café da manhã. Mas quem quer comer às 4:30 da manhã? “Vou preparar meu curso de Brasília”, mas já está preparado. “Vou preparar minha aula.” Já está pronta. “Bom, não tenho mais nada pra fazer, então vou dormir.” Deitei no sofá e dormi, de 4:30 mais ou menos até 6 horas. Então é sempre bom na aflição você se perguntar se aquilo é uma crença. Todo tempo a gente tem como colocar em prova o lugar neurótico e o lugar do espírito.

May the long time sun shine upon you…

[Transcrição: Sada Ram Kaur]

[GSK] Se torne a mente universal

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 16 de dezembro de 2016

[GSK abre a aula] 

Eu preparei uma aula para nós, mas antes de eu entrar na aula propriamente dita, queria fazer algumas considerações com vocês. Um yatra não é uma viagem de passeios, é uma viagem de cunho espiritual, embora a gente passeie bastante, coma muito bem, revisite a história juntos e dê boas risadas. A gente faz resgates cármicos quando revisita a história. Vai saber por que um grupo de determinadas pessoas está indo para determinados lugares juntos, carregando não apenas a suas identidades históricas, mas suas identidades espirituais. E nós fomos por terras duras, Berlim, para o centro do império germânico, fomos para Roma, o centro do império do mundo… Fomos para o centro de dois grandes impérios que eram inimigos e depois se tornaram aliados durante o papado. É claro que isso causa na gente resgates do ponto de vista espiritual. Vai saber qual de nós estava com a Sat Simram no Coliseu (gesto de polegar para baixo). Os yatras, a despeito de toda a riqueza e a alegria que eles proporcionam, também são momentos para profundas reflexões. E eu fiz muitas delas sobre esse yatra. E uma das coisas que mais ficou claro para mim é que no yatra a gente é exposto a um determinado tipo de atrito que é propício, e ele acontece para que a gente olhe e faça uma reflexão sobre a gente. Então a gente aprende muito sobre a gente. É claro que você pode ficar no seu lugar e dizer: “Não…!” Pode ficar mais uma vez justificando, mas ele é basicamente para refletir sobre a gente. E o outro tipo de reflexão também importantíssima num yatra, para aquelas pessoas que gostam de refletir de um ponto de vista coletivo – e esse é o papel de um professor, portanto é um papel de todos vocês aqui –, é compreender uma lição maior, de grupo e é essa que eu queria compartilhar com vocês. É claro que eu não teria problema nenhum de contar as minhas lições pessoais, mas essas são minhas e vocês não estão interessados nelas. Mas as lições coletivas podem ajudar a todos vocês. Em primeiro lugar, nós fomos para o Sat Nam Rasayan, e o Guru Dev não pode ir, por questões de saúde, então nós fizemos o Sat Nam Rasayan em Peruggia sem o Guru Dev, só para vocês entenderem o contexto.

Muita gente estava decepcionada, esperando que ele estivesse lá, afinal de contas vai ser um dos poucos momentos que teremos o Guru Dev daqui para frente. A minha reflexão sobre esse yatra foi a seguinte: a coisa mais importante do Kundalini Yoga que a gente tira emprestado do Sikh Dharma e que eu vi o Guru Dev fazer várias vezes é “Man Ji Té Chitta Avé”. “Treine a sua mente para que sua mente se torne a mente universal”. Esse é o básico. Nós não nos tornamos professores de Kundalini Yoga só para mostrar nossa barriga tanquinho, mesmo porque a gente não tem!

Kundalini Yoga não é uma tecnologia para fazer o nosso corpo ficar assim ou assado e sei lá o que. O Kundalini Yoga é uma tecnologia para que a gente possa tirar a nossa mente da história pessoal, que sou eu e que é vocês, e levar a nossa mente para compreender a história dessa pessoa, desse indivíduo, num contexto histórico. Mas não fica aí! Pelo menos não devia ficar. Leva essa danada dessa mente, que insiste em pegar o contexto histórico e justificar o contexto individual, e a leva para um contexto universal, que eu tenho chamado de cósmico, mas Chitta é a mente universal. Quando a gente faz isso e a gente se coloca nesse treinamento, o professor de Kundalini Yoga, que ao assentar nesse tablado para dar uma aula ou assentar em qualquer lugar para se relacionar com os alunos, ele necessariamente fala a partir da mente universal, porque ele não está falando a partir dele mesmo. Então isso aqui nós já garantimos, o momento da sala de aula, vocês todos sabem: no momento em que a gente se assenta aqui, há uma mudança, e a gente fala a partir dessa mente universal. O problema é que, quando a gente desce do tablado, a gente readquire a nossa identidade paralítica. A gente perde a conexão e deixa de falar a partir dessa mente universal. Esse é o treinamento. A gente não deveria ter um hiato entre se assentar aqui, dar vazão aos ensinamentos e ser uma pessoa neutra… – pode errar, não tem problema, ninguém que está assentado aqui é perfeito, mas a visão é uma visão universal. A hora em que a gente sai daqui, o nosso desafio começa. Isso é um aprendizado.

Então quando eu lembro do Guru Dev… eu não vou nem falar do Yogi Bhajan, absolutamente, ele foi o professor do Guru Dev, mas eu e Kirn Jot tivemos a honra absoluta de hospedar o Guru Dev em casa e eu pude ver o quanto ele é “Man Ji Té Chitta Avé”. Na sala do Sat Nam Rasayan e lá em casa, era a mesma pessoa, não tinha uma descontinuidade daquela identidade, era a mesma, e num sentido natural, não era forçada. O Guru Dev é supertravesso, então tinha uma moça do Chile que estava implicadíssima com a Sarab Sevak, era puro ego. E o Guru Dev a fez assentar no meio de todas nós e começou a conversar conosco, dizendo que o pior povo do mundo era o chileno. Limpando o ego da moça. Ele não deixou de ser o professor, ele não sentou ali para falar com aquela moça e fazer de conta que não estava vendo o que estava acontecendo. O professor muitas vezes usa de métodos pouco palatáveis. Então aquela moça estava espinhada com tudo e ela entrou na cápsula da sua identidade egoica. O Guru Dev, então, no seu papel de professor, com cinzel e martelo, esculpiu aquela identidade: dói, solta faísca, etc. Essa transição é o que a gente precisa aprender a fazer, e um yatra é maravilhoso para mostrar o quanto estamos apegados à nossa identidade individual.

Uma yatra nossa trouxe um exemplo. Nós estávamos fazendo um curso e uma pessoa levantou a mão e disse que tinha um problema, que era quando ela entrava na TPM. E a pergunta que me foi feita é como é que ficava isso na TPM dela. Então, na TPM toda mulher quer se dar o direito e a autoridade de ser doida, sacana, louca. É com se na TPM ela estivesse autorizada a ser isso, afinal de contas são os hormônios. E a minha resposta, segundo ela mesma, foi que não tinha nada a ver, que o espírito era o espírito. E aí ela disse que tinha ficado puta e tinha comentado com a Siri Sunderta. Então, o espírito é o espírito, não importa a desculpa que a gente dê, não importa a circunstância que a gente esteja. Num yatra, o espírito se coloca livre em circunstâncias adversas para você poder aprender. Então, eu sei que todos vocês entendem isso, mas poucos colocam em prática. Mas é normal, afinal de contas nós somos normais. A gente vai criando a excepcionalidade à medida que se expõe. Natural isso. Para isso existe uma ajuda fundamental e aí eu quero chegar em vocês, líderes. Também estão nos ensinamentos do Sikh Darma que: ainda que mil luas levantem ao céu e centenas de sóis brilhem no horizonte, sem a presença do professor, haverá profunda escuridão. É o professor ainda necessário para treinar aqueles com quem ele trabalha.

Man Ji Té Chitta Avé. Esse é o papel do professor. Por que eu estou com essa ladainha inteira? Para resumir em três coisas: façam yatras, ele ajudam vocês a se fritarem. E nessa fritura, você reflete sobre você e se compreende. Segunda coisa: você é um líder, um professor, e de um professor se espera que ele não tenha um hiato entre o comando que ele dá aqui e o comando que ele dá fora daqui (o tablado do professor). E terceira coisa: se os nossos professores estiverem indo embora, que foi o caso do Yogi Bhajan e o Guru Dev – a gente não sabe quanto tempo ele vai estar entre nós… nós vamos morrer. Por isso vocês precisam urgentemente adquirir essa união da identidade pessoal, histórica e cósmica, para vocês poderem servir como um líder, como um representante do seu professor, porque se vocês não fizerem isso, ao invés de você divulgar e compartilhar os ensinamentos, eles serão diluídos. Eles serão diluídos porque vai haver um filtro daquilo que você gosta, daquilo que na sua cabeça foi criado como referência. A aula de hoje tem um pouco disso.

Claro que uma aula não vai fazer diferença. Eu insisto em compartilhar isso com vocês e a refletir com vocês porque o espaço da reflexão é o que mais o Yogi Bhajan fez conosco. Ele se assentava conosco antes das aulas e refletia, refletia, refletia… Eu acho que refletir, meditar sobre um tema, é muito importante para a gente compreender. Depois a gente tem de ter a experiência de pôr em prática. Essa é com vocês. A prática é com vocês, nenhum professor pode garantir que vocês vão praticar. E a gente tem que começar logo porque demora muito, quando a gente acha que está tudo caminhando, a gente percebe que a gente não está lá. Todas as aulas que trabalham eliminação de apana ajudam a gente. No Kundalini Yoga, no Sat Nam Rasayan, no Gongo, enfim em todas as disciplinas que se originaram dos ensinamentos do Yogi Bhajan há uma máxima que é quando a gente trabalha apana, estamos eliminando as impressões, os samskaras do nosso campo eletromagnético. A cola do samskara é o apana e a mente negativa, então todas as aulas em que a gente trabalha o apana e libera do nosso metabolismo emocional e físico esse produto tóxico, a gente tem uma liberação desse peso de ter que defender o meu ego, coitadinho de mim. A aula tem esse sentido.

Agora duas novidades que eu acho importantes, que são dois livros que saíram. Eu fui presenteada e eu vou disponibilizar isso para vocês, para quem precisar. A Bibi Ji soltou um livro sobre mantras e shabads ordenados por necessidade, então é um livro bem grande e bem útil. E a Shanti garimpou em Amritsar, num sebo da cidade, um livro escrito pelo Guru Nanak que se chama “Pram Sangat Lee”, que é o centro de Prana. É um livro sobre yoga completamente, da primeira até a última página. O Guru Nanak escreveu um livro sobre yoga e esse livro está sendo traduzido pelo Chardi Kala Jetha. Em breve a gente vai ter. Isso para mim é muito importante, porque quando vocês tiveram a primeira aula do nível I, eu mostro para vocês que o Guru Nanak é aquele que viajou pelos Himalaias e recolheu o material de yoga e tem muita gente que põe em dúvida essa história. E vem esse livro escrito pelo Guru Nanak, que vai ser muito bom a gente ter. Há também um livro do Guru Gobind Singh em que ele fala sobre o caminho do Simram Maag e são cem mil repetições do Japji, fazendo quarenta repetições de cada pauri. Nós calculamos e são seis anos … Tem também o livro da Hargopal Kaur Khalsa, que são anotações do Yogi Bhajan sobre a morte. O livro dela também deve estar no e-book do KRI, como o da Bibi Ji. Quem estiver interessado no tema da morte, tem esse material novo.

Kriya: Apana Kriya, do manual Sadhana Guidelines

Meditação: Sarab Gian Kriya, do manual Sadhana Guidelines

Yogi Bhajan dizia que a última pose do kriya era para ativar o circuito eletromagnético da psique da aura. Ele sempre fala que a nossa aura tem uma psique, que seria a mente da aura, se eu disser de uma forma rude. A psique da aura não tem nada a ver com a nossa psique. A psique da aura se alinha muito mais com a psique de Chitta, a mente universal, então nessa meditação, ele fala que a verdadeira felicidade acontece quando nós começamos a caminhar de uma intercomunicação, o yoga, uma união, que evolui do sexual para o sensual, do social, local, nacional, internacional e cósmico para o infinito. Então nossa intercomunicação deveria evoluir do sexual para o sensual, no sentido da sensibilidade, do social, local, nacional, internacional, inclusive do cósmico, para o infinito. É só aí que nós podemos usar a psique da aura para conectar com a psique do infinito. Esse Kriya é para isso. Esse mudra sozinho faz a conexão entre a psique da alma e a de Chitta, do universo. Muito simples, muito bonita. Ele recomenda 31 minutos. O treinamento mais usual que os grandes professores faziam conosco para a gente fazer essa conexão era colocando a gente sobre árduo trabalho, em que a gente se sentia ameaçado, contido, naqueles tempos, e você não tinha outra saída a não ser se conectar para poder compreender. Hoje os tempos são outros e quem coloca a gente sobre árdua pressão são as circunstâncias. Por isso que yatra é bom, porque yatra coloca a gente sobre pressão. E nesses momentos a gente pode conectar, deixar a aura conversar com Chitta e aguardar. Porque os processos vão se desenrolar e tem um momento que a gente tem de ficar na Sarab Gyan, nessa perspectiva, não é intelectual. Não é que você termina esse Kriya e sabe o que é que você sabe. A conversa da aura com Chitta não passa pelos filtros do intelecto. Você não vai saber o que foi essa conversa. Isso vai se refletir na sua vida, na maneira como você vive.

May the long time sun shine upon you…

[Transcrição: Sada Ram Kaur]