Nesta sexta-feira! Comemoração do aniversário de Yogi Bhajan

Sat Nam!

No dia 26 de agosto comemoramos o aniversário do nosso professor, Yogi Bhajan. Vamos celebrar juntos e agradecer as bênçãos que ele tão generosamente dividiu com todos nós.
Comemoraremos seu aniversário entoando 2 ½ horas de Longo Ek Ong Kar.

Dia: 26/08/2016 (sexta-feira)
Horário: 6h30 às 9h (Você pode chegar ou sair a qualquer hora)
Local: ABAKY (Rua Yvon Magalhães Pinto, 511 – São Bento)

*** Teremos transmissão ao vivo pela internet através do link: http://livestream.com/sikhdharma/BrazilSangat

Venha participar deste momento especial conosco!

YOGA_BHAJAN

Inscrições Abertas! Bienal de Kundalini Yoga

Sat Nam!

Temos a alegria de informar que as inscrições para a Bienal de Kundalini Yoga estão abertas!

Seu coração compreende – A prática do Kundalini Yoga cria, a partir do coração, um ponto de radiância que nos coloca no radar de tudo. A radiância do coração é capaz de entender e gerar compaixão.

Grande variedade de palestras com professores de renome internacional. O grande seminário no domingo será com a Chefe Espiritual do Sikh Dharma, SSS Guruamrit Kaur. Teremos ainda Gongo, Sadhana Aquariana, meditações, yoga, música sagrada, bazar, boa comida e diversão. Começaremos no sábado `as 14hrs, e `as 17hrs teremos pela primeira vez o Peace Prayer Day, abrindo oficialmente nossa Bienal. `As 18hrs será aberto o Yogi Tea Cafe com o concurso de música sagrada. Finalizaremos no dia 14 com Gurdwara e uma potente meditação para a paz no mundo.

Datas: 12 a 14 de novembro de 2016
Local: Niágara Eventos – Rua Douglas, 142 – Jardim Canadá – Nova Lima, MG

Inscrição e valores:
R$ 490,00 (4x) – até 31 de Agosto
R$ 590,00 (3x) – até 30 de Setembro
R$ 690,00 (2x) – até 31 de Outubro

Envie seu comprovante de depósito com seu nome e telefone para: secretaria@abaky.org.br
Só assim sua inscrição estará valendo!

Banco do Brasil
Agência: 3489-4
C/c 26778-3
Titular: ABAKY
CNPJ: 07.129.055/0001-45

Informações pelo telefone (31) 3297-5508 – de segunda a sexta, das 9hrs `as 13hrs.

Wahe Guru Sat Nam

Bienal 2016

Abaky Convida: Próximo Gurdwara, 13/03

Sat Nam queridos e queridas,

Convidamos todos os membros da Sangat para o nosso próximo Gurdwara. Sentaremos juntos mais uma vez em sangat para vibrarmos o Naam e estarmos na presença do Siri Guru Granth Sahib.

Neste domingo, dia 13, às 9h

Todos são bem-vindos!

Sat Nam Wahe Guru

akandh paath

Akhand Path e Gurdwara especial de fim de ano!

Sat Nam Sadh Sangat Ji!

 
É com muito amor e reverência que nos preparamos para mais um Akhand Path que antecede nosso Gurdwara de fim de ano. 
 
O Akhand Path é a leitura ininterrupta do Siri Guru Granth Sahib Ji, que, contendo 1.430 páginas, demanda cerca de quatro dias para ser lido do início ao fim, sem pausas. A Abaky se organiza todos os anos para realizar essa leitura, reunindo-nos como Sangat e estabelecendo a frequência para o ano que se abre. 
 
* Havendo interesse em participar ativamente, horários de uma hora de leitura do Siri Guru Granth podem ser agendados através do telefone (31) 3297-5508 até o dia 23/12. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8:30 `as 12:30Hs.
 
Fechamos o Akhand Path com Kirtan especial para o Gurdwara de fim de ano, dia 31, a partir das 21h, na sede da Abaky.
 
Langar será servido.
 
Junte-se em sangat, vibre o Naad do Infinito e ressoe em êxtase.
 
Sat Nam Wahe Guru
akandh paath

Sat Nam: A história secreta do Kundalini Yoga

por James McCrae, do blog S#HIT YOUR EGO SAYS traduzido por SatBhagat Singh Khalsa

Qual a primeira coisa que você pensa quando ouve a palavra “yoga”?

Alongamentos? Sucos e alimentos naturais? Espiritualidade pseudo-oriental? Mulheres magras usando calças apertadas antes do café da manhã? O yoga atualmente é uma tendência urbana, cuja popularidade só cresce desde a virada para o século XXI. A ironia desse “agora” no status do yoga como atividade física popular é o fato de se tratar de uma das práticas mais antigas da humanidade. No mundo contemporâneo, centros refinados de yoga e estúdios de Bikran são apenas a manifestação mais recente de uma tradição de milhares de anos que vem se adaptando a culturas em constante transformação. Nações inteiras tiveram seu auge e seu declínio. Religiões surgiram e desapareceram. A maçã das ideias foi passada de Eva para Isaac Newton até chegar a Steve Jobs. Mas o yoga, de uma forma ou de outra, permaneceu.

Ninguém sabe ao certo há quantos anos o yoga surgiu. Até onde nos diz a história, arqueólogos descobriram indícios do yoga como prática tanto espiritual quanto física. Alguns dos registros mais antigos são gravuras de seres humanos em posturas que lembram as de um yogi, feitas há mais de 5 mil anos nas cidades mais prósperas da época, Mohenjo-daro e Harappa, na Civilização do Vale do Indo (região hoje formada por Índia, Paquistão, Afeganistão e Irã). O desenvolvimento do yoga segue paralelo ao advento da espiritualidade oriental, e – antes do poder político da religião, centralizado como conhecemos hoje – a prática era considerada um método de conexão direta com o divino. A conexão entre espírito e corpo é o fundamento do yoga (a própria palavra “yoga” deriva de um termo sânscrito para “união”), que continua sendo a prática espiritual mais antiga e duradoura feita atualmente.

“Eis o mais alto dos altares, o corpo humano vivo e consciente; reverenciar nesse altar é algo muito mais elevado do que a reverência de quaisquer símbolos mortos” — Swami Vivekananda

O que exatamente é Kundalini Yoga?

Há dezenas de variações de yoga, com diferentes estilos e filosofias. Algumas formas de yoga (como o Bikram) são estruturadas como exercício físico. Outras (como o Jivamukti) são mais centradas na meditação. O Kundalini Yoga é um pouco as duas coisas, mas também se preocupa com a consciência que ativa centros de energia por todo o corpo. Uma aula de Kundalini Yoga pode ser um ótimo exercício, mas os professores e alunos (muitas vezes de turbante branco) participam de cada kriya com uma reverência silenciosa mais semelhante à que temos num templo, não numa academia. Se você quer uma prática física aliada a um trabalho de iluminação espiritual, seu lugar pode ser uma aula de Kundalini Yoga.

“O principal objetivo [do Kundalini Yoga] é despertar todo o potencial da consciência humana em cada indivíduo; ou seja, reconhecer nossa consciência, refiná-la e expandi-la para nosso ser ilimitado. Limpar qualquer dualidade interna, criar o poder de ouvir profundamente, cultivar a quietude interior, prosperar e fazer tudo com excelência” – Kundalini Research Institute

Breve história do Kundalini Yoga

O Kundalini Yoga é conhecido como uma forma específica de yoga cada vez mais popular em Nova York e Los Angeles. Mas o Kundalini, talvez mais que qualquer outro yoga, tem uma história longa e fascinante. Não existe outra filosofia (física ou não) mais duradoura que o Kundalini Yoga. A despeito das filosofias religiosas mais antigas, o Kundalini não se atém a regras estritas ou dogmas. Sua natureza pura permitiu que cada geração, durante milhares de anos, encontrasse um significado pessoal nessa prática. Seu objetivo é decentralizado e abnegado – isto é, ajudar os outros a atingir seu Eu Superior. O Kundalini Yoga não se intitula como o único caminho; ele é apenas um caminho, uma ferramenta na jornada de descoberta pessoal de cada indivíduo. Participar de uma aula hoje parece algo tão novo, relevante e inovador que você pode ter a sensação de que o Kundalini Yoga é um conceito híbrido de Oriente e Ocidente desenvolvido especificamente para o século XXI. “Kundalini” é uma palavra do sânscrito antigo que significa literalmente “serpente enrolada em espiral”. Na antiga religião oriental (bem antes do budismo e do hinduísmo), acreditava-se que cada pessoa possuía uma energia divina na base da espinha, a energia sagrada da criação. Todos nós nascemos com essa energia, mas precisamos nos esforçar para “desenrolar a serpente”, colocando-nos assim em contato direto com o divino. O Kundalini Yoga é a prática de despertar nosso Eu Superior e transformar energia potencial em energia cinética.

A definição de yoga que temos hoje no Ocidente é limitada, pois descreve um tipo específico de exercício. Mas, para os povos antigos, o yoga era uma conexão sagrada entre corpo e alma. Seu objetivo não era malhar o corpo, mas fazer contato direto com Brahman, o espírito divino que habita todos nós. Religiões que agiam como intermediários entre Deus e a humanidade não eram necessárias. Apenas a prática era necessária. Das diversas formas de yoga desenvolvidas nos últimos 5 mil anos, o Kundalini Yoga era considerado o mais sagrado. Não sabemos qual é a origem exata do Kundalini Yoga, mas sua mais antiga menção remonta aos escritos védicos conhecidos como Upanishads (c. 1000 a.C. – 500 a.C.). Registros históricos indicam que o Kundalini Yoga era a uma ciência da energia e uma filosofia espiritual antes de a prática física ser desenvolvida. A palavra “upanishad” significa literalmente “sentar-se para ouvir os ensinamentos do mestre”. As primeiras aulas de Kundalini eram exatamente isso. Os mestres se sentavam com os alunos e faziam preleções de suas visões espirituais. Essa era uma prática popular na antiga sociedade védica (e, séculos depois, seria replicada por dois sujeitos chamados Buda e Jesus). Com o passar do tempo, a ciência corporal do Kundalini Yoga foi desenvolvida como expressão física das visões dos Upanishads. Desde sua origem, o Kundalini Yoga não era ensinado em público, mas sim tratado como educação avançada. Os alunos precisavam passar por vários anos de iniciação, preparando-se para aprender as lições de espírito e corpo dos mestres de Kundalini. Durante milhares de anos, a ciência do Kundalini Yoga permaneceu oculta, passada em segredo do mestre para um discípulo escolhido, considerado merecedor. Ensinar Kundalini Yoga fora da sociedade secreta da elite yóguica indiana era algo impensável. Acreditava-se que as pessoas não estavam preparadas para acessar um conhecimento tão poderoso. Desse modo, o Kundalini Yoga permaneceu em segredo até o dia em que um sikh rebelde e sagrado chamado Yogi Bhajan enrolou um turbante branco na cabeça e tomou um voo só de ida partindo do Punjab, na Índia, para Toronto, no Canadá, em 1968.

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Yogi Bhajan

Para o Kundalini Yoga no Ocidente, Yogi Bhajan é a pedra de toque, o ponto onde tudo começa. Não é exagero dizer que sem ele o Kundalini Yoga continuaria desconhecido para os ocidentais até hoje. Ao visitar a Califórnia no final dos anos 1960, Yogi Bhajan testemunhou a revolução cultural dos hippies, percebendo uma semelhança de muitos de seus princípios com aqueles de sua criação sikh. Ele notou duas coisas: 1) Como atestado pela busca pela expansão da consciência, os jovens nos Estados Unidos estavam ansiosos por experimentar Deus; 2) Ajudados por drogas e por um misticismo pobre, estavam fazendo tudo errado. Yogi Bhajan sabia que ensinar Kundalini Yoga fora da linhagem sagrada indiana era proibido. Mas enquanto meditava num fim de semana em Los Angeles, durante uma viagem em 1968, ele teve uma visão de uma nova espiritualidade que combinava o conhecimento antigo com a prática moderna. Terminou de meditar cheio de inspiração. Ele ensinaria Kundalini Yoga no Ocidente, proclamando: “Cada pessoa nasce com o direito de ser saudável, feliz e sagrada, e a prática do Kundalini Yoga é uma forma de reivindicar esse direito”. Sua visita a Los Angeles, planejada para um fim de semana, se transformou em residência permanente. Nos dois anos seguintes, Yogi Bhajan fundou a 3HO (Healthy, Happy, Hole Organization) e o KRI – Kundalini Research Institute. Isso era apenas o começo. Yogi Bhajan ministrou mais de 8 mil aulas de Kundalini Yoga. Criou o primeiro programa de treinamento de professores em 1969 e ensinou pessoalmente para milhares de yogis e futuros professores. Muitos de seus alunos e alunas, incluindo Gurmukh Kaur, abriram seus próprios estúdios de yoga, e muitas aulas são dadas hoje no mundo inteiro por yogis que aprenderam diretamente com ele.

A influência de Yogi Bhajan vai além do yoga. Ele publicou diversos livros, fundou o Dia Internacional de Oração pela Paz e trabalhou com vários governos internacionais em projetos para levar a paz e a consciência para as questões mundiais. Yogi Bhajan acreditava que todos temos a responsabilidade de melhorar a sociedade pela consciência e compaixão, e dedicou sua vida a transformar em realidade sua visão da espiritualidade prática. Depois de sua morte, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma resolução bipartidária em homenagem a suas contribuições para o mundo.

“O Kundalini Yoga é a ciência que une o finito ao infinito” — Yogi Bhajan

Filosofia do Kundalini, o yoga da consciência

upanishads Para entender a filosofia por trás do Kundalini Yoga, voltemos aos primeiros textos históricos que mencionam seu nome, os Upanishads. Escritos por diversos autores anônimos durante 500 anos (entre 1000 e 500 a.C.), os Upanishads (semelhantes às escrituras dos Vedas) são uma coletânea de ensinamentos orais sobre a natureza espiritual da realidade. Os Upanishads, originalmente transmitidos de mestres para estudantes depois de profundas visões meditativas, são a estaca zero da espiritualidade oriental. Os conceitos centrais do hinduísmo, do budismo e de outras tradições, bem como do Kundalini Yoga, têm sua origem nesses escritos. Como “yoga da consciência”, o propósito filosófico do Kundalini é despertar o Eu superior. Acredita-se que todo indivíduo é um centro energético para o Brahman (consciência criativa divina). Usando os métodos científicos desenvolvidos pelos mestres de Kundalini Yoga ao longo dos anos, somos capazes de nos desconectar do ego mundano e nos conectar diretamente com o Brahman universal. Mas como um exercício físico pode me conectar dom Deus, na falta de uma palavra melhor?

Na tradição do Kundalini Yoga, Deus não é, nem de longe, uma deidade personificada no céu. A essência de Deus é a mesma essência de todos nós. Deus é consciência criativa, a energia da qual fluem todas as coisas, incluindo nós. Podemos acessar o Brahman porque ele já faz parte de nós. Em outras palavras, todos nós somos expressões individuais da mesma energia coletiva. O Kundalini é o método para nos livrarmos da falsa narrativa egoica da separação e experimentar a verdadeira natureza da nossa existência. Nada mal para alguns alongamentos, não é?

“Enquanto você não transformar o inconsciente em consciente, ele vai direcionar sua vida e você o chamará de destino.” — Carl Gustav Jung, autor de A psicologia do Kundalini Yoga

Cinco razões práticas para fazer Kundalini Yoga

“Muito bem”, você deve estar pensando. “Todo esse lance antigo e divino parece fenomenal. Mas como o Kundalini Yoga pode ser bom para a minha vida?” Boa pergunta. Para os iniciantes, é um excelente exercício. As meditações incluídas nas aulas também são ótimas. Mas os benefícios que o Kundalini Yoga traz para a saúde são um bônus. Veja algumas razões para se entregar à prática: 1) Expandir sua presença expande sua vida. O Kundalini Yoga proporciona uma conexão com nossa energia central. Essa conexão nos permite viver cotidianamente com uma forte sensação de verdade individual. Essa presença se manifesta para todos que o cercam e acaba resultando em novas oportunidades e uma realidade expandida. 2) Inspiração imediata. Eu saio de cada aula com uma clareza mental que quebra antigos padrões mentais e inspira novas ideias. 3) Ter uma comunidade nos mantém sob controle. A maior parte de nós passa parte do dia rodeada de pessoas negativas que nos colocam para baixo. O contato regular com uma comunidade positiva que segue um caminho espiritual nos eleva e nos faz lembrar do que é importante.

4) A mágica acontece fora da nossa zona de conforto. O Kundalini Yoga é cheio de surpresas. Você pode estar se alongando num dia e gritando no outro. A natureza espontânea de cada aula nos deixa leves e prontos para qualquer coisa. 5) Todos são professores (inclusive você). Yogi Bhajan dizia que não ensinava Kundalini Yoga para reunir discípulos, mas para treinar professores. O Kundalini nos lembra que cada um de nós tem uma mensagem importante para compartilhar com o mundo. Ao encontrar sua voz e ter coragem de compartilhá-la, você transforma sua vida e a de quem o rodeia.

Terminologia do Kundalini Yoga

Kundalini: A energia em forma de espiral, latente na base da coluna, muitas vezes considerada a energia “divina feminina”. É também a prática de yoga para despertar essa energia. Sat Nam: “Eu sou a verdade” (Sat é “verdade eterna”, Nam é “nome”) – cumprimento comum entre os praticantes. Shakti: Palavra de origem hindu que significa “poder do divino” – é considerada a força vital e sagrada presente em toda a criação. Mantra: Palavra ou som repetido durante a meditação. Waheguru: Literalmente significa “maravilhoso professor” no Punjab. Essa palavra implica honra e respeito ao Brahman. Brahman: No hinduísmo, Brahman significa “realidade imutável em meio ao mundo e além dele”. No Kundalini Yoga, tem a ver com a natureza divina de todas as coisas. Kriya: Série orquestrada de movimentos e meditações – o conjunto único de ações durante uma aula. Ao contrário do Bikram, que tem apenas um kriya (você repete a mesma sequência toda aula), no Kundalini existem centenas de kriyas. Cada aula é uma experiência única. Respiração do fogo: Respiração rápida, ritmada e contínua – uma das principais técnicas de respiração do Kundalini. Asana: Qualquer variação de postura – o modo como o yogi se senta, fica de pé ou posiciona as mãos. Gyan mudra: Posição das mãos muito comum nas meditações, em que o dedo indicador toca o dedão. Pranayama (ou Prana): Controle da respiração (e consequentemente o controle da energia vital).

Técnicas do Kundalini Yoga

Alongar, respirar, pular, correr, dançar, gritar, entoar, meditar. Qualquer kriya de Kundalini Yoga contém uma variedade de atividades. Uma aula típica tem como estrutura o controle da respiração, a expansão da energia e o alinhamento dos chakras. Uma aula comum tem de 60 a 90 minutos de duração e é estruturada da seguinte maneira:

  1. De 5 a 10 minutos de aquecimento (geralmente com alongamentos da coluna, demonstrados pelo professor)
  2. De 30 a 45 minutos de kriya (exercícios propriamente ditos)
  3. De 5 a 10 minutos de relaxamento “savassana” (quase impossível não dormir)
  4. De 11 a 31 minutos de medição (pode incluir mantras ou mudras específicos)

Segundo a 3HO, as aulas de Kundalini Yoga devem seguir estas diretrizes:

  • Entrar em sintonia com o Adi Mantra: entoar “Ong Namo Guru Dev Namo” três vezes antes de começar os aquecimentos, os kriyas ou a meditação.
  • O Kundalini Yoga é o yoga da consciência. Ouça seu corpo; faça o que der certo para você.
  • Desafie-se a continuar toda vez que achar que chegou ao seu limite. Por exemplo, se você acha que só consegue fazer um minuto de um exercício, tente fazer um minuto e dez segundos.
  • Siga as diretrizes! Mantenha a ordem e o tipo de postura. Não ultrapasse os tempos descritos. Se quiser encurtar um exercício, encurte proporcionalmente todos os outros do mesmo kriya (isto é, reduza todos pela metade ou em quatro).
  • Durante a aula, sinta-se livre para pedir qualquer explicação sobre um exercício ou outros aspectos da prática.
  • Beba água durante os exercícios.
O que é um chakra? Toda a matéria, incluindo o corpo humano, é energia. Nosso corpo é ancorado por sete pontos energéticos chamados chakras, pequenos centros de força que alimentam nossa vitalidade. Quando um desses centros de energia está bloqueado (como o carburador de um veículo com defeito), todo o sistema para de funcionar adequadamente. Um dos propósitos do Kundalini Yoga é limpar os bloqueios dos chakras (podem ser bloqueios emocionais, mentais, espirituais ou físicos) para que a energia flua livremente.7-chakras-beginners 1. Chakra da coroa (no topo da cabeça) 2. Chakra do terceiro olho (entre os olhos) 3. Chakra da garganta (na garganta) 4. Chakra cardíaco (no centro do peito) 5. Chakra do plexo solar (no ponto do umbigo) 6. Chakra sacral (na região dos órgãos sexuais) 7. Chakra raiz (na base da espinha)

“Que o eterno sol te ilumine E todo o amor ao seu redor E a luz pura interior Guie o seu caminho” —Canto de encerramento das aulas

Vand ki Chakna – Todos têm o mesmo direito!

SS Guru Sangat Kaur Khalsa

Existem três princípios universais que regem a vida no Sikh Dharma. Eles foram ensinados por Guru Nanak Dev Ji e por todos os seus sucessores na Corrente Dourada. A vida pautada na ética universal, revelada no zelo pelos direitos humanos, pela igualdade e pela compaixão entre todos os seres, só pode ser alcançada gradualmente, na medida em que nos educamos.

Nam Japa é o ato de se levantar antes do sol, contemplar o Infinito e meditar na unicidade de todas as coisas. Estas são as horas ambrosiais (amrit Vela), entre 4h e 7h da manhã, período em que a energia solar está de tal forma angulada com a Terra que, se nos alinharmos nesta frequência, poderemos canalizá-la em nós para aumentarmos nosso vigor e nossa disposição durante o dia. Acorde mais tarde e você verá a diferença. Este é o momento de nossa sadhana.

Dharam di Kirat Karni é o trabalho honesto que nos traz dinheiro com o suor de nossa testa para nossa prosperidade. Os Gurus ensinavam que jamais devemos mendigar, e nos aconselhavam a termos sempre o suficiente para sermos o primeiro a doar.

Vand ki Chakna, o terceiro princípio, é o ato de agir de forma generosa, compartilhando o que se tem com quem não tem, e se envolver de forma prática para que todos os seres possam prosperar e viver dignamente.

Logo nos primeiros meses em que Siri Singh Sahib Yogi Bhajan havia se mudado da Índia para os Estados Unidos, uma primeira oferta de trabalho surgiu. Uma senhora muito distinta de Los Angeles, conhecedora de algumas escrituras sagradas, lhe convidou para dar uma aula de Kundalini Yoga em um clube fino da cidade. Ele aceitou de bom grado o convite, que vinha também com um pagamento de 50% do que se arrecadasse naquele dia. Seria para ele o primeiro pagamento por seus serviços desde que deixara a Índia. Talvez um começo, pensou ele, e sem dúvida este dinheiro viria em boa hora, pois tudo que pôde trazer consigo da Índia foram US$ 30, e, destes, só lhe restavam alguns centavos.

A sala estava cheia. A senhora, muito gentil, o apresentou, todos assistiram e participaram devidamente, e ele ficou muito satisfeito com o resultado. Ao final, sua anfitriã estava tão feliz que o convidou para jantar como forma de lhe agradecer pelo êxito do evento. Antes que saíssem para o restaurante, ela lhe passou US$ 150, o que correspondiam à metade do que fora arrecadado. Ele guardou o dinheiro no bolso de sua curta (túnica típica de Panjab) e agradeceu a ela e ao Guru Ram Das!

Durante o trajeto, a senhora foi lhe apresentando o que sabia sobre vários assuntos ligados à espiritualidade e ele ficou muito impressionado com seu conhecimento. Ao se aproximarem do restaurante, estacionaram o carro e caminharam alguns metros até a entrada. Logo, ele avistou um homem muito peculiar parado junto a um poste, com um tabuleiro de lápis dependurado no pescoço. Este homem chamou sua atenção. Ele era negro e estava bem-vestido, e suas mãos seguravam firmemente o grande tabuleiro de madeira, repleto de lápis muito bem apontados. O homem dizia em voz alta: “Por favor, peço que comprem meus lápis, pois com eles estou ajudando a alimentar minha família. Me recusam trabalho, por isso, vendo lápis que eu mesmo produzo”.

Yogi Bhajan, sem pestanejar, se dirigiu até ele do outro lado da rua, pegou um lápis e deixou na caixinha todo o dinheiro que tinha no bolso. Ele agiu de forma natural, afinal, para ele o ato de se solidarizar e compartilhar o que lhe pertence com o outro, muito mais do que um ato de grandeza, era um compromisso de vida no Dharma. Mas, não foi o que sua anfitriã pensava.

Num instante, toda elegância daquela intelectual se fraturou em milhares de cacos pontiagudos e cortantes de raiva e indignação. Ela disse de modo ríspido: “Você deu todo o dinheiro que ganhou, alias, o único dinheiro que você tinha, para aquele homem? Você pagou US$ 150 por um único lápis? É isso que vocês fazem conosco; vocês estragam tudo, vocês alimentam a vadiagem dessa gente!”. Yogi Bhajan não esperava essa atitude daquela cálida senhora e, calado, decidiu seguir para o restaurante, porque estava realmente com fome e a comida parecia muito boa naquele self-service. Incrédula, a mulher foi atrás dele e continuou com seu rompante dizendo: “Quero ver agora como você vai pagar sua conta. Eu é que não vou pagar nada para você, só para você aprender a lidar com o dinheiro de forma responsável!”

Ele pegou um prato na pilha ao lado do buffet e seguiu tranquilo o ritual do self-service. Pesou, pegou o ticket que indicava o valor devido e foi para a mesa. Sua anfitriã sentou-se calada e comeu ao seu modo. Ao final do almoço, Yogi Bhajan começou a pensar em como pagar sua conta. Ela, que já terminara, se virou para ele e disse com escárnio: “Quero ver de onde virá o dinheiro!”. Ele, então, pensou em si e na situação e, depois, sorriu para ela dizendo calmamente: “Sou filho do Guru, e é dito em todos os versos divinos que o Guru não deixará seus filhos na mão”. Ela revirou os olhos…!

A seguir, uma das garçonetes do local se aproximou e Yogi Bhajan pediu pela conta, esperançoso de o Guru fazer algo, é claro. A moça então disse gentilmente, “Oh, não se preocupe, pois sua conta já está paga”, ele arregalou os olhos e perguntou: “Por quem?”. “Havia um de seus alunos aqui, ele não quis perturbar seu almoço de trabalho, por isso, pagou sua conta e se retirou”, disse a garçonete. “Quer dizer que ele pagou a conta? Pagou a conta dela também?”, peguntou Yogi Bhajan, se referindo à mulher irada ao seu lado. A moça respondeu que sim, que tudo estava pago e que, inclusive, havia sobrado um dinheiro, e lhe entregou então US$ 50 de troco. Ele olhou para sua anfitriã com um largo sorriso matreiro no rosto, pegou o troco e o deu inteiro para a garçonete, que, de tanta felicidade, saiu saltitante dizendo: “Graças a Deus, Deus é bom! Ganhei meu mês!”.

Claro que ninguém sabe o que aconteceu com a anfitriã depois disso. E ele, Yogi Bhajan, bem, suas histórias continuam e cada uma delas mais surpreendentes do que a outra. Todas, sem dúvida, relatam a vida de uma pessoa que viveu o que ensinou e confiou que na bondade reside a fortuna e que no compartilhar reside a fartura.

Wahe Guru, Sat Nam.

Belo Horizonte, 02 de julho de 2013.

Guru Gobind Singh Ji

Sat Nam Sangat Ji!

Ainda sobre nosso seminário “Jaap Sahib – A canção do santo guerreiro”, com a presença de Shanti Kaur Khalsa e Ravi Kaur Khalsa, Guru Sangat compartilha conosco uma introdução sobre a vida do décimo Guru. E, em seguida ao texto, temos o prazer de compartilhar também a gravação do Jaap Sahib entoado coletivamente em um dos dias do curso.

Wahe Guru Ji Ka Khalsa
Wahe Guru Ji Ki Fateh

Guru Gobind Singh Ji

gur15e

por Guru Sangat Kaur Khalsa

Guru Gobind Singh nasceu com o propósito divino de eliminar a tirania e preservar a solidariedade em uma sociedade pluralista aberta a todos os povos. Sua vida é um ode espetacular à liberdade e a prova da transformação social mesmo numa cultura ortodoxa como a Hindu, sob o jugo de um imperador mongol, impiedoso e fanático, de nome Aurangazeb.

Aos 9 anos de idade, quando seu pai, Guru Tegh Bahadur Sahib Ji, foi brutalmente assassinado por defender o direito religioso dos hindus, Guru Gobind Singh logo entendeu que o adversário pretendia riscar do mapa o Legado do Guru Nanak para a humanidade. E este legado que é o de criar e manter uma sociedade livre, igualitária e sem discriminação.

Numa Índia fustigada pela ignorância, superstição e medo, ele colocou em prática o modelo idealizado por Guru Nanak e o implementou numa cidade chamada Anandpur Sahib, onde as artes, a educação e os estudos serviam a todos: homens e mulheres sem qualquer diferença. Em sua corte, 52 poetas de várias nacionalidades foram contratados para despertar a sensibilidade inerente a todo ser humano e a explorar, deste modo, o potencial criativo em cada um. Para ele, “o ser humano é o ponto de interação entre o sensível e o espírito, onde os dois grandes ritmos desta tensão cósmica se encontram e interagem. O ser humano é a consciência e o valor do Universo”.

Guru Gobind Singh é o maior herói da história da Índia. Ele tinha uma charme magnético que transformava um pássaro ordinário em um falcão, e sua bondade era também legendária. As pontas de suas flechas eram cobertas com ouro, pois caso ele tivesse que lança-las em seus oponentes, suas famílias teriam como se manter.

O guerreiro do cavalo azul, o Senhor do Falcão Branco, o Rei que vestia plumas, Guru Gobind Singh era um homem profundo, vigoroso, generoso e cheio de fé. Sua presença instilava e exaltava o espírito – chardi kala –, e fazia com que o mais simples mercador, ou agricultor, ou a mais simples dona de casa, se imbuíssem da grandeza de seus espíritos e adquirissem uma força sobre-humana. Ele era também um estudioso e filósofo. Sua obra literária – escrita em 4 diversas línguas, as quais dominava profundamente –, tornou-se um veículo de regeneração e cura de um povo deprimido e humilhado.

Na história da civilização, Guru Gobind Singh exerceu um papel crucial e nos deixou um legado de como um santo-guerreiro pode lutar contra a tirania monstruosa no mundo e ainda sim permanecer sereno e confiante nos desígnios divinos.

Estudar o Jaap Sahib, poema composto quando ele tinha apenas 16 anos, nos dá a medida de sua arte, sua visão e sua fé inabalável em um Deus que é a alma humana. O potencial libertador de sua arte está no fato de reconhecer uma unidade entre todos e tudo, independente de qualquer limite social, cultural ou político. Jaap Sahib é um Shabd que invoca o espirito divino dentro de tudo, porém, não através da vertigem de uma recitação mecânica, mas pela prodigiosa presença do verbo que convoca à ação! O Deus da ação.

01-Baba Banda Singh Bahadar - marched towards Punjab from Nander with 5 arrows and 5 Sikhs

Na imagem acima, Baba Banda Singh Bahadur, um dos comandantes do exército de Guru Gobind Singh