Kundalini Yoga no Supremo Tribunal Federal

por Abaky Brasília

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As professoras de Kundalini Yoga em Brasília

 

A noite de quarta-feira, 12 de novembro, marcou o fim de uma etapa revigorante para os 13 alunos que participaram da turma de Kundalini Yoga de 2014 no Supremo Tribunal Federal de Brasília.

“Eu achei muito bom”, diz Maria das Graças Pereira, servidora lotada na Presidência, que apostou na Kundalini Yoga como forma de aliviar o estresse do cotidiano no STF. “A nossa carga de trabalho é grande, absorvemos muitos problemas do jurisdicionado também. Então, é preciso ter alguma coisa para nos ajudar”, explica ela, que garante ter passado a dormir melhor este ano. Maria das Graças também ressalta o fato de que com a prática semanal passou a conhecer melhor colegas de outras áreas do Tribunal. E avisa: “Eu não quero parar, me fez muito bem.”

A turma de 2014 começou em 19 de fevereiro, com os alunos já inscritos na lista de espera de 2013. As aulas foram ministradas pelas professoras voluntárias Satyapal (Inez Guimarães Altafin Cavéchia) e Harsaroop (Marisa de Souza Alonso) e uma nova funcionária do Supremo já está se capacitando na Formação em Kundalini Yoga para aumentar a equipe do STF.

As aulas de Kundalini Yoga são uma ação do Programa de Qualidade de Vida no STF – Viva Bem e acontecem desde 2013. Este ano, a iniciativa ganhou destaque na imprensa, sendo citada na coluna Saber Viver, do Jornal Correio Braziliense, com o tema “Lazer Criativo”, como exemplo positivo de estímulo à qualidade de vida no trabalho.

Parabéns a vocês que compartilham estes Ensinamentos no STF.

ABAKY apoia campanha da Fundação de Educação Artística

Sat Nam!

O propósito da campanha “Transforme seu Imposto de Renda em Música”, da Fundação de Educação Artística, é levantar recursos para a manutenção, em 2014, do Programa de Bolsas de Estudo de Música da FEA para jovens talentosos e sem recursos.

Com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, é possível tanto para a pessoa física quanto jurídica aplicar parte do seu Imposto de Renda em projetos culturais da Fundação de Educação Artística, instituição sem fins lucrativos que há 50 anos valoriza a arte e a cultura. A doação é feita diretamente para a conta do projeto aprovado na Lei Rouanet. E você escolhe a maneira que achar mais fácil: depósito identificado, DOC ou TED.

Você pode fazer a doação desde já e até o dia 30 de dezembro de 2013. Acesse http://www.feabh.org.br e saiba mais.

Nanak Nam Chardi Kala Tere Bhane Sarbat Da Bala

Wahe Guru Ji Ka Khalsa, Wahe Guru Ji Ka Fateh

Sat Nam Wahe Guru!

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Nós somos aqueles que estávamos esperando

por SS Gurusangat Kaur Khalsa

“Vocês têm dito por aí que esta é a décima primeira hora, agora você precisa voltar e dizer para todos que esta é a hora.

E existem coisas a serem consideradas…

Onde você vive? O que você faz? Quais são seus relacionamentos? Você está na relação certa? Onde está sua água?

Conheça seu jardim. Está na hora de falar a sua verdade. Crie sua comunidade. Sejam bons uns para com os outros. E não olhem para fora de si na busca de um líder. [Então, ele bateu suas mãos em palmas, sorriu e disse] Este é o um bom momento!

Existe um rio muito caudaloso e rápido correndo. Este é um rio grande e veloz e muitos terão medo de suas águas. Estas pessoas tentarão ficar presas às suas margens. Elas sentirão que, se entrarem em suas águas, irão sofrer e se machucar. Conheça este rio e seu destino. Os anciãos dizem que nós precisamos sair das margens e entrar bem no centro dele. Mantenha seus olhos abertos e suas cabeças acima das águas. E, eu digo, veja quem está no rio ao seu lado e celebre.

Neste momento da história, não devemos levar nada para o lado pessoal, especialmente entre nós. Porque, no momento em que o fizermos, nosso crescimento espiritual e nossa jornada serão interrompidas. Os tempos do lobo solitário acabaram. Juntem-se! Elimine a palavra “dificuldade” de suas atitudes e de seu vocabulário. Tudo que precisamos fazer agora deve ser feito de maneira sagrada e em celebração.

Nós somos aqueles que estávamos esperando”.

Atribuído a um ancião Hopi da Nação Navarro, Arizona.

Wahe Guru, Sat Nam.

O valor de uma sangat

por Hari Shabad Kaur

Nós, que escolhemos trilhar um caminho espiritual, já escutamos mais de uma centena de vezes como essa existência é passageira. Não só em seu aspecto material, mas em relação a sentimentos e sensações derivados da matéria, como, por exemplo, apego, dor, prazer, ou mesmo, vida e morte. Portanto, estamos, de algum modo, consciente da impermanência de todas as coisas.

Qual, então, seria o propósito da vida? Sem querer soar como se estivesse me referindo a Heidegger ou à filosofia existencialista, estou interessada em outro tipo de pergunta. Quero dizer: sendo tudo tão passageiro e tendo consciência disso, a que atribuímos valor? Qual o sentido que atribuímos a estar vivo, a acordar mais um dia e seguir em frente? A que recorremos para fazer sentido?

Estamos diante das coisas como uma criança que faz pirraça em público por um motivo qualquer, irrelevante. Ao invés de colocarmos nossa presença diante das coisas e do mundo, esse tipo de presença búdica que dignifica e qualifica — e, portanto, eleva –, estamos diante do outro como um displicente que entrou na casa de um rei e se esqueceu de deixar os sapatos na porta de entrada, ou como alguém fora de si, tão completamente imerso em seu próprio ego, que, diante de um professor, esqueceu-se de deixar o ego do lado de fora.

Não sei se foi Guru Sangat ou se foi o próprio Yogiji — na verdade, essa sutileza de origem não importa, pois são ambos nossos professores — quem nos disse que estamos constantemente presenteando o outro com o odor da nossa caca mental. Escatologias à parte, é interessante notar como temos pudor do odor de nossas axilas ou pés, ou qualquer outro atributo orgânico, mas não nos envergonhamos de nos apresentamos sujos e indignos diante do outro. (Importante notar como estamos apegados ao nosso próprio lixo. Constantemente apegados — poderia dizer enfezados se quisesse usar um trocadilhos –, apesar da inconstância de todo o que existe).

Que fique claro, o problema não é estar sujo, ou completamente imerso no ego. A questão é o quão comprometido você está com seu caminho espiritual. Quão você está consciente do — e presente no — seu compromisso a ponto de dignificar a todos (e não vacilar nos hábitos do ego de degradar ou desqualificar: o outro, as circunstâncias et cetera)

Mesmo sabendo das impermanência de todas as coisas, tendemos a dar valor a situações, objetos ou afetos que não nos dignifica, enquanto esquecemos de exaltar — e, portanto, elevar — os atributos daqueles que estão por perto com o propósito de colaborar para nosso crescimento espiritual. Pensaria, a princípio, como nos lembramos de dar valor a entes queridos, em especial, aqueles que respondem por nossa linhagem, apenas quando estes já não estão mais presentes. Quando estes já passaram por mais uma etapa de vida e morte. Se pensarmos então em nossos professores, essa displicência em relação a um tônus da presença se torna ainda mais problemática.

Escrevo para compartilhar o sentimento que sinto há pouco mais de um mês quando penso, medito e sinto o valor de uma sangat — estando longe dela, é preciso dizer. Como uma família, tendemos a dar mais atenção (e alimentar) a caca parental do que o poder criativo de uma mãe ou a solidariedade amorosa de um irmão. Despendemos mais energia gerando mais intrigas mentais para servir de playground para nosso ego do que respirando fundo, abençoando nossa própria ignorância e deixando para lá nossas neuroses, em busca de uma luz, esta mesma luz encarnada em ensinamentos conduzidos por um professor, ou um Gu-Ru, este capaz de nos conduzir da escuridão para a luz. Como numa família, precisamos aprender a dignificar e exaltar aqueles que nos rodeiam e nos sustentam, aqueles que nos instigam a sermos sempre o melhor de nós mesmos. Não precisamos idolatrar ninguém oferecendo “em sacrifício” a nossa própria caca. Talvez pudesse ser mais interessante elevarmos tudo à condição de professor, desde circustâncias adversas à própria caca. Mas, antes de mais nada, tomarmos efetiva consciência do ser búdico de tudo que existe, da qualidade “professor” de tudo aquilo que chega até nós. E como verdadeiros sikhs, ou seekers, estarmos abertos para a mudança. Pois como já disse Siddharta Buddha, não há aprendizado sem mudança.

Não gostaria de viver a vida de um morcego e atribuir demasiado sentido à escuridão, apesar de saber que a escuridão também é Buddha. Mas se estou aqui para preencher o espaço e o tempo de uma vida humana, bem…

Se tudo é tão impermanente, talvez o sentido a ser atribuido seria tornar essa vida tão digna e tão cheia de luz que se não serveria para parar, pelo menos diminuiria esse ciclo constante de morte e vida — para que, quem sabe um dia, estejamos libertos deste fardo de encarnar. E podermos, então, voltarmos a habitar a nossa origem, infinita.